A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desvendou um esquema de tráfico de anabolizantes liderado por Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como "Jiraiya". As investigações indicam que sua organização movimentava cerca de R$ 500 mil por mês em produtos ilícitos, revelando a magnitude do crime.
Com o apelido de "mafioso das bombas", Jiraiya utilizava táticas diversas para evitar a detecção pelas autoridades. Entre elas, estava a mudança frequente de endereço, onde alugava mansões de alto padrão em estados como São Paulo, Paraíba, Distrito Federal e Paraná, especificamente em Foz do Iguaçu, para estabelecer laboratórios clandestinos.
Os investigadores descobriram que a produção dos anabolizantes era realizada por funcionários contratados. A distribuição, por sua vez, era feita por motoboys e serviços de entrega, permitindo que Jiraiya mantivesse distância das operações diárias e evitasse a exposição.
Além de fabricar e distribuir substâncias proibidas, Jiraiya também patrocinava nutricionistas e atletas por meio do laboratório New Science, que promovia seus produtos. As ações da Justiça resultaram no bloqueio de até R$ 5 milhões relacionados ao esquema criminoso.
O estilo de vida extravagante de Jiraiya incluía estadias frequentes em hotéis de luxo, incluindo uma visita ao Chile, onde foi visto em um resort famoso por ter a maior piscina do mundo. Enquanto isso, o tráfico de substâncias nocivas se espalhava por todo o Brasil, colocando em risco a saúde de muitos consumidores.
A operação ainda revelou uma rota internacional para a importação de insumos, que chegavam ao Brasil através da fronteira em Foz do Iguaçu. Os materiais eram escondidos em peças mecânicas de motocicletas por Elisangela Acosta e Jorge Luiz Roa, que burlavam a fiscalização e despachavam os produtos via e-commerce ou Correios. Essa complexa rede de distribuição possibilitou que Jiraiya continuasse suas atividades ilícitas, mantendo um faturamento significativo e um estilo de vida luxuoso.
Com informações minutofoz.com.br