Polícia Federal investiga aportes do Rioprevidência no Banco Master

Operação Barco de Papel revela irregularidades financeiras e apreensões

A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Barco de Papel, investigando irregularidades no fundo de previdência dos servidores do Rio.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga irregularidades nos aportes do RioPrevidência, fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, em títulos do Banco Master. Essa fase da operação surge após indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas.

Contexto da Operação Barco de Papel

A operação foi iniciada devido a suspeitas de que o Rioprevidência aplicou R$ 970 milhões no Banco Master, uma instituição que foi liquidada pelo Banco Central. A investigação revela que esses títulos poderiam ter sido adquiridos de maneira irregular, expondo os servidores a riscos financeiros significativos, além de potencialmente violar normas de segurança do sistema financeiro nacional. As operações em questão foram realizadas entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos programados para 2033 e 2034.

Detalhes das Apreensões e Investigações

Na manhã da operação, agentes da PF se dirigiram a apartamentos em Balneário Camboriú e Itapema, onde surpreenderam um dos ocupantes jogando uma mala cheia de dinheiro pela janela. A ação resultou na apreensão de valores em espécie, além de dois veículos de luxo e smartphones. As investigações apontam para uma série de crimes, incluindo gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção passiva. A PF já havia investigado integrantes da alta administração do fundo, como o ex-diretor de investimentos, Euchério Rodrigues, e o ex-gerente, Pedro Pinheiro Guerra Leal, que saíram de seus cargos em meio às suspeitas.

Implicações e Consequências para o Futuro

A Operação Barco de Papel não apenas expõe fragilidades na gestão do Rioprevidência, mas também levanta questões sobre a segurança dos investimentos feitos em nome dos servidores públicos. A possibilidade de substituição dos títulos por precatórios federais está sendo discutida, o que poderia oferecer uma solução para os prejuízos provenientes dessas operações. Com a prisão do ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, que tentou evitar a ação da polícia ao sair do país, as investigações prometem se aprofundar, revelando uma rede de corrupção e má gestão que pode afetar milhares de servidores do Estado do Rio.

Conclusão

As investigações em curso revelam a gravidade das irregularidades financeiras no Rioprevidência. A continuidade da Operação Barco de Papel é fundamental para garantir que as responsabilidades sejam apuradas e para proteger os direitos dos servidores que dependem desse fundo para sua aposentadoria.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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