A mudança de postura do presidente americano em relação a Pequim gera incertezas estratégicas
A política de Trump com a China, marcada por mudanças drásticas, traz riscos para a segurança americana e o equilíbrio global.
A política de Trump com a China tem sido marcada por uma mudança significativa em 2026, preocupando especialistas em segurança e diplomacia internacional. Após um primeiro mandato de postura firme com tarifas e restrições comerciais, o presidente norte-americano adotou uma abordagem mais conciliatória com Pequim, o que levanta questões sobre os impactos dessa política na segurança dos Estados Unidos e na dinâmica global.
Mudança na postura em relação à China
No início de seu segundo mandato, Trump removeu quase todos os altos impostos sobre produtos chineses que havia imposto anteriormente. Além disso, flexibilizou o controle sobre a venda de semicondutores avançados para a China, mesmo diante de alertas de especialistas em segurança nacional. Um exemplo desse acordo foi a negociação com a Nvidia, que inclui participação financeira em vendas ao governo dos EUA.
O presidente também qualificou o encontro de outubro de 2025 com o líder chinês Xi Jinping como uma reunião de “G2”, reconhecendo a influência global das duas potências. Essa aproximação surpreendeu observadores, considerando que a política americana tradicionalmente encara a China como um rival estratégico.
Relação controversa sobre Taiwan e outras questões estratégicas
Trump tem minimizado o apoio direto a Taiwan, que Pequim reivindica como parte de seu território. O governo americano reduziu interações oficiais com Taiwan e evitou escaladas diplomáticas com aliados como o Japão, buscando não agravar a tensão com a China.
Por outro lado, mesmo com a aproximação, o presidente tem demonstrado ações contraditórias, como pressionar países da América Latina a limitar a influência chinesa, revelando uma política externa marcada por inconsistências.
Motivações e consequências da mudança
Especialistas sugerem que a mudança de Trump pode ser uma estratégia para garantir estabilidade econômica, especialmente em relação ao fornecimento de materiais raros essenciais para a indústria americana, que são dominados pela China. Ao suavizar o atrito, Trump pode estar buscando tempo para desenvolver alternativas, como investimentos no Ártico.
Politicamente, a aproximação com Pequim também visa atender interesses específicos, como o combate ao tráfico de fentanil e o aumento das exportações agrícolas para a China, importantes para sua base eleitoral.
Diplomacia personalizada e riscos para a segurança nacional
A forma pessoal e errática como Trump conduz a diplomacia tem gerado incerteza entre aliados tradicionais dos EUA e especialistas em segurança. A falta de coerência e a inclinação do presidente por líderes autoritários complicam a coordenação internacional para conter a expansão chinesa.
Enquanto Xi Jinping mantém uma estratégia disciplinada e focada na ampliação do poder global da China, a política americana sob Trump apresenta volatilidade, que pode comprometer interesses nacionais a longo prazo.
Perspectivas para o futuro das relações EUA-China
Analistas chineses veem a atual situação como uma oportunidade para negociar uma “normalização” das relações, sugerindo que os EUA adotem posturas menos provocativas, incluindo mudanças na política sobre Taiwan. Tais propostas, entretanto, provocariam alarme entre os aliados americanos e representam concessões significativas.
Em resumo, a política de Trump com a China em 2026 caracteriza-se por uma oscilação entre cooperação e conflito, com riscos evidentes para a segurança dos EUA e para o equilíbrio global, reforçando a importância de estratégias diplomáticas consistentes e alinhadas a interesses nacionais duradouros.
Fonte: www.theatlantic.com
Fonte: of Donald Trump walking on stage towards American and Chinese flags