Políticos britânicos buscam reverter suspensão de jogador na Fifa após polêmica

A polêmica em torno de Folarin Balogun ganhou novos contornos na Copa do Mundo nesta segunda-feira (6). Um grupo de políticos ingleses trouxe a questão à tona durante a campanha da Inglaterra no torneio, solicitando que o zagueiro Jarell Quansah receba o mesmo tratamento que foi concedido ao atacante dos Estados Unidos, com o adiamento de sua suspensão automática.

A Federação Inglesa de Futebol (FA) está avaliando as opções de recurso, conforme informações de uma fonte consultada. Por outro lado, a Fifa ainda não se manifestou sobre a possibilidade de analisar o caso de Quansah com base no mesmo artigo disciplinar que foi aplicado a Balogun.

Essa situação se tornou a principal controvérsia da Copa, especialmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelar que teve uma conversa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a respeito da suspensão de Balogun. Embora Infantino tenha afirmado que a decisão foi tomada de forma independente pelos órgãos disciplinares da Fifa, isso gerou questionamentos por parte de autoridades esportivas e políticos europeus acerca de uma possível influência externa.

Diante disso, o caso de Balogun passou a ser utilizado como argumento para defender outros jogadores. Parlamentares britânicos argumentam que a Fifa deve aplicar suas regras de maneira uniforme, a fim de preservar a credibilidade de seu sistema disciplinar. Em cartas divulgadas nas redes sociais, os deputados Noah Law e Melanie Onn solicitaram a Infantino que adie a suspensão de Quansah até após a Copa do Mundo, citando o precedente estabelecido pelo caso de Balogun.

Assim como Balogun, Quansah recebeu cartão vermelho e, portanto, teria que cumprir uma suspensão automática após ser expulso na vitória da Inglaterra por 3 a 2 sobre o México, no Estádio Azteca. "Embora eu acredite que foi correto o cartão vermelho recebido por Jarell Quansah, acredito que seria justo adiar sua suspensão até o fim desta Copa do Mundo", escreveu Law em sua carta.

A deputada Onn também reforçou que existem argumentos sólidos para o adiamento da punição, ressaltando que seria incoerente permitir que um jogador receba esse benefício enquanto outro, em circunstâncias semelhantes, não o faça. A presidente do Comitê de Cultura, Mídia e Esporte da Câmara dos Comuns, Caroline Dinenage, também solicitou esclarecimentos à Fifa sobre a suspensão de Balogun.

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