Por que as janelas de lançamento da Artemis 2 são tão curtas?

Entendendo os desafios da missão lunar da NASA

A missão Artemis 2 da NASA enfrenta janelas de lançamento restritas devido a complexidades orbitais e requisitos técnicos.

A NASA está prestes a dar um passo significativo na exploração lunar com a missão Artemis 2, a primeira com astronautas em mais de 50 anos. No entanto, as janelas de lançamento para essa histórica missão são notavelmente limitadas, com apenas 11 oportunidades ao longo de um período de 61 dias entre março e abril de 2026. Esse fenômeno levanta perguntas sobre as complexidades envolvidas na programação de tal empreendimento espacial.

A Complexidade das Janelas de Lançamento

A escassez de janelas de lançamento é atribuída a diversos fatores técnicos e mecânicos. A missão Artemis 2, que partirá do Kennedy Space Center na Flórida, levará os astronautas canadenses Jeremy Hansen e os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch em uma viagem de aproximadamente 10 dias ao redor da Lua. A primeira etapa envolve a entrega da cápsula Orion a uma órbita alta da Terra, onde diversas verificações serão realizadas para garantir que todos os sistemas estejam prontos para a viagem lunar.

Os especialistas da NASA explicam que as datas de lançamento devem alinhar-se com a capacidade do foguete Space Launch System (SLS) de colocar a cápsula Orion na órbita correta. Além disso, o alinhamento necessário entre a Terra e a Lua é crucial para o chamado “injetor de trans-lua”, um manobra fundamental que permitirá que a Orion siga sua trajetória em direção à Lua.

Fatores que Limitam as Oportunidades de Lançamento

Outro ponto importante são as exigências de energia da cápsula Orion. Durante a missão, a Orion não deve estar em escuridão por mais de 90 minutos para garantir que suas asas solares possam receber luz suficiente e manter a temperatura adequada. Isso significa que datas que forcem a Orion a entrar em eclipses prolongados são eliminadas do planejamento.

Além disso, o retorno da Orion à Terra requer uma trajetória específica, que deve ser meticulosamente planejada. A NASA ainda não definiu qual destas janelas será efetivamente escolhida, já que isso dependerá do sucesso do ensaio de preparação, conhecido como “wet dress rehearsal”, que está agendado para ocorrer em breve.

O Futuro da Exploração Lunar

Historicamente, a última vez que astronautas foram além da órbita baixa da Terra foi em dezembro de 1972, durante a missão Apollo 17. Com a Artemis 2, a NASA busca não apenas retornar à Lua, mas também estabelecer um novo marco para viagens espaciais tripuladas. Mesmo que algumas janelas possam ser descartadas devido a condições climáticas ou outros imprevistos, a missão está programada para ter oportunidades nos próximos meses, conforme explicou Lori Glaze, administradora associada da NASA.

O que significa isso para o futuro? Se a Artemis 2 for bem-sucedida, ela abrirá caminho para futuras missões, incluindo a Artemis 3, que planeja levar a primeira mulher e o próximo homem à superfície da Lua. A busca pela exploração lunar não é apenas uma questão de prestígio; trata-se de estabelecer uma base para futuras missões a Marte e além. Portanto, cada janela de lançamento é um passo crucial nesta jornada de descoberta e inovação.

Fonte: www.space.com

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