Pós-NRF: o que a maior feira de varejo do mundo já está mudando no mercado imobiliário — e como aplicar agora

Nova York voltou a ser o centro das atenções do mercado global com a realização da NRF 2026 (National Retail Federation), a maior feira de varejo do mundo. Mais do que apresentar inovações tecnológicas, a edição deste ano reforçou um movimento que já vem transformando diversos setores: o consumidor mudou, e a lógica de entrega de valor precisa acompanhar.

Embora a NRF tenha origem no varejo, seus principais temas impactam diretamente o setor imobiliário — especialmente em um cenário em que imóveis passaram a ser escolhidos não apenas por metragem e localização, mas por experiência, conveniência, estilo de vida e percepção de segurança.



Para Sophia Martins, empresária e especialista no mercado imobiliário, a NRF deixa um recado claro para o setor:
“O mercado imobiliário não está mais vendendo paredes. Está vendendo rotina, bem-estar e a sensação de estar no lugar certo.”

A virada do mercado: do “produto” para a “experiência”

Entre os principais assuntos debatidos na NRF, um dos mais recorrentes foi a mudança do consumo em direção a jornadas mais fluidas, personalizadas e com menos fricção. E isso tem um reflexo direto na forma como o cliente compra imóveis hoje.

“O cliente não quer ser convencido. Ele quer ter clareza. E clareza é o que constrói confiança em qualquer negociação de alto valor”, afirma Sophia.

Na prática, essa mudança pressiona incorporadoras, imobiliárias e corretores a evoluírem não apenas no marketing, mas principalmente na entrega.

5 temas da NRF que já são aplicáveis ao mercado imobiliário

1) Atendimento virou diferencial competitivo real

Na NRF, marcas reforçaram que a experiência de compra precisa ser tão eficiente quanto memorável. No mercado imobiliário, isso significa atendimento com padrão elevado, tempo de resposta rápido e comunicação clara.

“O luxo não está só no imóvel. Está no jeito que você faz o cliente se sentir durante o processo”, diz Sophia Martins.

Aplicações diretas:
• atendimento com padrão de hospitalaria
• follow-up com cadência inteligente
• processos bem explicados, sem ruído
• jornada de visita mais guiada e consultiva

2) Personalização deixou de ser tendência e virou exigência

O consumidor atual não quer ser tratado como um número. Ele quer sentir que a oferta foi construída para o seu momento de vida.

“Hoje, o imóvel precisa conversar com o estilo de vida do cliente. Quando isso acontece, a venda deixa de ser esforço e vira consequência”, destaca Sophia.

Aplicações diretas:
• plantas flexíveis e adaptáveis
• ofertas e argumentos por perfil (investidor, família, segunda residência)
• comunicação segmentada no digital
• propostas comerciais personalizadas

3) Tecnologia com propósito: eficiência que acelera conversão

A NRF também mostrou que tecnologia sem utilidade virou “barulho”. O foco está em soluções que reduzem atrito, economizam tempo e aumentam a previsibilidade do negócio.

“A tecnologia não é para parecer moderno. É para vender melhor, atender melhor e escalar com inteligência”, pontua Sophia Martins.

Aplicações diretas:
tour virtual e visitas híbridas
CRM usado com estratégia (e não só cadastro)
automações de mensagens e nutrição
•gestão de pipeline e previsibilidade de fechamento

4) Confiança virou moeda ,e autoridade virou ativo

Em tempos de excesso de informação, o consumidor compra de quem transmite segurança. No imobiliário, isso se intensifica porque a decisão envolve patrimônio, risco e expectativa de valorização.

“Quem vende imóvel precisa entender que a confiança é construída antes da visita. Ela começa no posicionamento”, afirma Sophia.

Aplicações diretas:
prova social e bastidores reais
conteúdo educativo com visão de mercado
transparência no processo e nos prazos
narrativa de valor e não de urgência artificial

5) O novo consumidor compra estilo de vida, não apenas localização

A NRF reforçou um comportamento que já está em curso: as fronteiras entre morar, trabalhar, bem-estar e lazer estão cada vez mais integradas.

“O cliente não quer um endereço bonito. Ele quer uma vida que funcione com beleza, praticidade e propósito”, reforça Sophia Martins.

Aplicações diretas:
condomínios com wellness e serviços
áreas comuns mais funcionais
projetos com natureza, caminhada, esporte e convivência
bairros planejados e comunidades completas

O mercado imobiliário entra na era do “produto inteligente”

A leitura pós-NRF é objetiva: o setor imobiliário passa por uma transição de modelo. Não basta ter um bom empreendimento. É preciso ter uma entrega completa.

“O mercado vai premiar quem entende comportamento humano. Porque a decisão de compra é racional, mas o gatilho é emocional”, resume Sophia.

Para ela, a principal vantagem competitiva dos próximos anos será a capacidade de unir estratégia, dados e experiência real:
“Quem consegue entregar valor com consistência vira referência. E referência sempre vende com mais margem e menos esforço.”

Live 26/01 às 19h: aplicabilidade prática para o setor

Com base nos principais insights e tendências debatidas na NRF, Sophia Martins realizará uma live no dia 26/01, às 19h, com foco total em aplicabilidade no mercado imobiliário.

A proposta é traduzir os temas em ações práticas para:
aumentar conversão e velocidade de venda
elevar padrão de atendimento e experiência
usar tecnologia com inteligência comercial
fortalecer posicionamento e autoridade
transformar tendência em estratégia de negócio

“Eu não acredito em tendência para virar post. Eu acredito em tendência para virar método. E a NRF é um mapa claro do que vai dominar o mercado nos próximos ciclos”, afirma Sophia Martins.

📌 Live: 26/01 — 19h
O link será disponibilizado no grupo oficial no dia.

Fotos : Photosforny

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