Análise detalha as implicações das revisões para o setor elétrico.
JP Morgan revisa para baixo os preços-alvo de Axia, Copel e Auren, refletindo a geração mais fraca de energia.
O JP Morgan revisou os preços-alvo de algumas das principais ações do setor elétrico brasileiro, incluindo a Axia (AXIA3), a Copel (CPLE6) e a Auren (AURE3). As novas estimativas refletem uma geração de energia mais fraca esperada para o quarto trimestre de 2025, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que indicam uma redução média de cerca de 22% na geração potencial nesse período. Essa situação é resultado de um excesso de oferta de energia no mercado.
Cenário atual do setor elétrico
Nos últimos anos, a expansão dos parques solares e eólicos resultou em um aumento significativo na geração de energia, que agora frequentemente ocorre em horários específicos do dia. No entanto, limitações de infraestrutura têm dificultado a absorção total dessa energia pelo sistema elétrico, levando o ONS a impor cortes na geração. Apesar de empresas como Axia e Copel terem menor exposição a fontes renováveis, elas também sentiram os efeitos do recuo de geração em curto prazo, além de enfrentar preços de venda de energia abaixo do esperado, refletindo a saturação do mercado.
Revisão dos preços-alvo
O JP Morgan reavaliou os preços-alvo das seguintes empresas:
Axia: Preço-alvo reduzido de R$ 67 para R$ 55.
Copel: Preço-alvo ajustado de R$ 14,6 para R$ 14,5.
- Auren: Preço-alvo diminuído de R$ 13,6 para R$ 12,4, com recomendação neutra.
Apesar dos ajustes de curto prazo, o banco mantém uma visão otimista para o futuro, prevendo um aumento de 18% nos preços de energia até 2026, o que poderá beneficiar as ações da Axia e Copel. A análise do banco sugere que as reduções nos preços-alvo estão mais relacionadas a impactos imediatos do que a mudanças estruturais nas perspectivas das empresas.
Expectativas para o futuro
O JP Morgan observa que, embora a geração de caixa tenha sido postergada e a dependência de preços futuros aumentada, Axia e Copel continuam a apresentar um potencial de valorização a longo prazo. A mudança no modelo de formação de preços pelo ONS, além do contexto de preços mais baixos e excesso de oferta, deve limitar a entrada de novas capacidades no setor. Para a Auren, as expectativas são menos favoráveis devido à sua maior exposição ao setor eólico, que é mais afetado pelos cortes de geração.
Por fim, a Engie Brasil (EGIE3) manteve seu preço-alvo em R$ 28, com recomendação de venda, refletindo uma perspectiva cautelosa que já havia sido incorporada nas avaliações anteriores da companhia.
Neste cenário, investidores devem ficar atentos às movimentações do mercado e às implicações que essas revisões podem ter sobre suas carteiras de ações no setor elétrico.
Fonte: www.moneytimes.com.br
