Carlos Manzo foi morto durante cerimônia do Dia dos Mortos
Carlos Manzo, prefeito de Uruapan, foi assassinado no sábado (1°) durante uma cerimônia do Dia dos Mortos. O ataque se soma a uma onda de violência em Michoacán.
Carlos Manzo, prefeito de Uruapan, no México, foi morto no sábado (1°), após ser baleado no centro da cidade durante uma cerimônia do Dia dos Mortos. O ataque aconteceu à noite e resultou na morte do prefeito, além de um tiroteio em que as autoridades eliminaram o suposto agressor e prenderam outras duas pessoas, conforme informações do gabinete de segurança do México e do governador de Michoacán, Alfredo Ramírez Bedolla.
Contexto do ataque
O prefeito havia feito uma transmissão ao vivo minutos antes do ataque, desejando uma boa noite aos seus seguidores. Ele comentou sobre a segurança do evento, afirmando que havia presença de diferentes níveis de governo, mas infelizmente não foi suficiente para evitar o ataque. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, condenou o “vil assassinato” e convocou o Gabinete de Segurança para garantir que não haverá impunidade. O governador Ramírez Bedolla assegurou que as investigações começaram imediatamente e que todas as agências de segurança estão mobilizadas.
O cenário de violência em Michoacán
O crime se insere em um contexto de crescente violência em Michoacán, onde grupos criminosos como o Cartel Jalisco Nova Geração e La Familia Michoacana atuam. Manzo, que ocupava o cargo até 2027, havia denunciado a presença de tais grupos em várias ocasiões. Dados oficiais indicam que entre janeiro e setembro de 2025, o estado registrou 1.024 homicídios dolosos, mostrando a gravidade da situação. A morte do prefeito foi lamentada pela administração municipal, que expressou sua indignação diante do ato violento que ameaça a paz e a justiça em Uruapan.
Implicações e próximos passos
As autoridades apreenderam uma pistola e cápsulas de munição no local do crime, mas não encontraram identificação do agressor morto. O secretário de Segurança, Omar García Harfuch, destacou que a arma estava ligada a outros incidentes de violência na região. O ataque a Manzo reforça a necessidade de um fortalecimento das estratégias de segurança no estado, em um momento em que a violência parece estar fora de controle.