No dia 17 de outubro de 1989, a Baía de San Francisco vivenciou um momento de tensão quando um terremoto de magnitude 6,9 na escala Richter interrompeu a partida entre os Giants de San Francisco e os Athletics de Oakland. O tremor ocorreu minutos antes do terceiro jogo da Série Mundial, resultando em 67 mortes e danos significativos, especialmente nas estruturas do estádio Candlestick Park.
O impacto do terremoto foi mitigado pela resistência do estádio e de diversos edifícios da região, evitando consequências ainda mais graves. Após esse evento, as normas de construção Na Cidade foram revisadas, promovendo melhorias na preparação e resposta a desastres futuros. O episódio de 1989 evidenciou a capacidade de um terremoto ocorrer em momentos inesperados, incluindo durante grandes eventos esportivos, e ressaltou a necessidade de uma preparação adequada para proteger vidas.
Essa reflexão se torna ainda mais pertinente para o México, que está situado em uma área com intensa atividade sísmica e será uma das sedes da Copa do Mundo FIFA de 2026, ao lado de Estados Unidos e Canadá. O torneio, que terá início em 11 de junho, promete atrair um grande número de turistas, muitos dos quais podem não ter vivenciado um terremoto anteriormente, o que levantou preocupações sobre a capacidade das autoridades mexicanas de garantir a segurança durante o evento.
O arquiteto Iván Salcido Macías enfatiza a importância de considerar a possibilidade de um terremoto durante a Copa. Ele recorda que, na Copa do Mundo de 1986, o país ainda lidava com as consequências do terremoto de 19 de setembro de 1985, que causou devastação significativa e deixou uma marca indelével na memória coletiva.
O futebol, assim como as festividades religiosas, une os mexicanos. Durante as partidas da seleção, muitos abandonam suas diferenças para se reunir em torno da televisão ou nos estádios, criando um forte senso de comunidade. Além disso, a solidariedade é um valor que se destaca em momentos de crise, como demonstrado em 1985 e 2017, quando cidadãos se mobilizaram para ajudar os afetados por desastres naturais.
Por fim, o engenheiro estrutural Sergio Alcocer Martínez, ao ser questionado sobre a possibilidade de um terremoto caso a seleção mexicana vença a Copa do Mundo de 2026, respondeu com leveza, afirmando que a probabilidade é de apenas 0,001%. Assim, ele tranquilizou a todos, assegurando que não há com o que se preocupar em relação a um evento sísmico durante a competição.