Díaz-Canel critica medidas dos EUA e reafirma a luta contra o bloqueio econômico.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, critica tarifas dos EUA, classificando-as de pretexto mentiroso para justificar o bloqueio econômico.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, fez uma declaração contundente nesta sexta-feira (30) em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a países que realizem transações de petróleo com a ilha. A ordem executiva, assinada por Donald Trump, declara um estado de emergência nacional, permitindo a imposição de tarifas tanto sobre petróleo bruto quanto derivados. Essa medida, segundo Díaz-Canel, revela a natureza ‘fascista, criminosa e genocida’ do governo dos EUA, além de levantar questões sobre o discurso de que os bloqueios econômicos contra Cuba seriam um ‘embargo comercial bilateral’.
Contexto Histórico das Relações EUA-Cuba
As relações entre os Estados Unidos e Cuba têm sido marcadas por um histórico de tensões e embargos. Desde 1960, quando os EUA implementaram um bloqueio econômico que visa desestabilizar o regime cubano, a ilha tem enfrentado sérias dificuldades econômicas. O bloqueio é frequentemente criticado por diversas organizações internacionais que argumentam que ele causa prejuízos diretos à população cubana, limitando o acesso a bens essenciais e oportunidades de desenvolvimento.
Historicamente, as medidas dos EUA têm variado entre tentativas de diálogo e ações punitivas. A recente imposição de tarifas é uma continuação desse padrão, refletindo a atual administração americana, que busca pressionar o governo cubano em resposta a alegações de apoio a grupos considerados hostis pelos EUA. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se manifestou, chamando a medida de ‘ato brutal de agressão’ e destacando que o bloqueio econômico já se estende por mais de 65 anos.
Desenvolvimento Atual das Relações
Na prática, a nova ordem executiva de Trump intensifica as dificuldades econômicas enfrentadas por Cuba, especialmente em um momento em que a ilha já lida com as consequências da pandemia e a crise econômica global. A Casa Branca justificou a imposição das tarifas como uma retaliação ao regime cubano, que, segundo eles, apoia o terrorismo e provoca instabilidade regional. Essa narrativa é fortemente contestada por líderes cubanos, que veem essas ações como uma forma de agressão e controle.
A resposta da comunidade internacional, especialmente de aliados como a China, também é significativa. O Ministério das Relações Exteriores da China expressou ‘firme oposição’ às medidas, destacando que elas privam o povo cubano de seus direitos básicos e ao desenvolvimento. Esse apoio internacional pode desempenhar um papel importante nas dinâmicas futuras entre Cuba e seus aliados.
Implicações Futuras
As recentes decisões dos EUA não apenas aumentam a pressão sobre o governo cubano, mas também podem ter repercussões mais amplas na dinâmica geopolítica da região. Países que tradicionalmente apoiam Cuba podem intensificar suas colaborações, enquanto a ilha busca novas parcerias comerciais para mitigar os efeitos das sanções. As tensões podem se intensificar, levando a um cenário de mais polarização na política internacional, onde a luta pela soberania e o desenvolvimento cubano continuam a ser um tema central.
Conclusão
As tarifas impostas por Trump são uma nova camada na complexa relação entre os EUA e Cuba. A retórica de Díaz-Canel reflete não apenas uma defesa da soberania cubana, mas também uma chamada à solidariedade internacional. O futuro das relações entre essas nações dependerá significativamente da capacidade de Cuba em resistir a essas pressões externas e da resposta da comunidade internacional aos desafios impostos pelas políticas dos EUA.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Kevin Dietsch/Getty Images