Marcelo Rebelo de Sousa destaca incertezas globais e europeias que complicam o futuro mandato presidencial
Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, alerta que seu sucessor enfrentará um cenário mais difícil devido à instabilidade internacional e europeia.
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou em 16 de janeiro de 2026 que o próximo ocupante do cargo presidencial enfrentará um contexto global e regional significativamente mais desafiador do que aquele que ele encontrou ao assumir em 2016. Segundo Rebelo de Sousa, o aumento da instabilidade geopolítica e econômica, especialmente na Europa, complica as decisões políticas e sociais que deverão ser tomadas.
Cenário internacional e europeu de alta incerteza
Marcelo Rebelo de Sousa chamou atenção para o nível de imprevisibilidade do mundo e da Europa, algo que não se observava há pelo menos uma década. Essa nova realidade afeta diretamente não apenas os governos, mas também a vida cotidiana dos cidadãos, que passam a lidar com preocupações mais profundas e frequentes relacionadas a esse ambiente incerto.
Desafios econômicos atuais em Portugal
Embora o país apresente uma situação econômica mais robusta do que em 2016, quando ainda lutava para sair de um procedimento de déficit excessivo e enfrentava fragilidades no sistema bancário, o presidente destacou que as condições externas criam um cenário mais complexo para o futuro presidente. A conjuntura econômica estável não diminui o impacto negativo dos fatores internacionais sobre o país.
Eleições presidenciais em ambiente fragmentado
Portugal realiza eleições presidenciais em 18 de janeiro de 2026, com 11 candidatos na disputa — o maior número desde a redemocratização. Rebelo de Sousa enfatizou a imprevisibilidade do resultado, apontando para a possibilidade de um segundo turno em 8 de fevereiro, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos.
Importância do dia de reflexão
Encerrando a campanha eleitoral, o presidente defendeu a manutenção do dia de reflexão, previsto para 17 de janeiro, como um instrumento fundamental para que os eleitores possam se distanciar da intensidade emocional das campanhas. Essa pausa permite que as pessoas reconsiderem suas escolhas em um ambiente mais tranquilo e menos conflituoso.
A conjuntura descrita por Marcelo Rebelo de Sousa sinaliza que o próximo presidente de Portugal precisará navegar por um período de complexidades políticas, econômicas e sociais, influenciadas por forças externas e internas, que marcam a atualidade do país e da Europa.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de Marcelo Rebelo de Sousa
