Prisão da delegada Layla Ayub reforça investigação sobre vínculos com PCC

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Delegada foi detida em São Paulo por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital

Delegada Layla Ayub foi presa em São Paulo sob suspeita de ligação com o PCC, envolvendo também relacionamento com integrante da facção.

A prisão da delegada Layla Ayub, ocorrida em 16 de janeiro de 2026 em São Paulo, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), coloca em evidência complexas relações entre agentes públicos e o crime organizado. Layla havia tomado posse como delegada em dezembro do ano anterior e encontrava-se em fase de formação na Academia de Polícia.

Relações pessoais e profissionais que levantam suspeitas

Investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo indicam que Layla Ayub manteve um relacionamento amoroso com Jardel Neto, considerado uma das lideranças do PCC no Norte do país, especialmente em Roraima. Jardel, condenado por tráfico de drogas, estava em liberdade condicional desde novembro e teria descumprido regras ao se deslocar irregularmente para São Paulo acompanhado da delegada.

Além da relação afetiva, Layla teria agido como advogada em audiências de custódia de integrantes do PCC no Pará, mesmo após assumir o cargo público de delegada, uma prática incompatível e vedada para servidores do seu nível. Essa atuação profissional próxima ao crime organizado reforça os indícios de sua cooptação.

Operação Serpens e evidências coletadas

A prisão faz parte da Operação Serpens, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e o GAECO do Pará. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá para aprofundar as investigações.

O juiz Paulo Fernando de Mello, responsável pela decisão que autorizou a prisão preventiva, ressaltou que os indícios coletados, incluindo gravações, registros de audiências e fotografias, são robustos para justificar a medida cautelar.

Impactos para a segurança pública e o sistema judicial

O caso de Layla Ayub evidencia vulnerabilidades no sistema de seleção e controle de agentes públicos, especialmente em cargos sensíveis no combate ao crime. A suspeita de que uma delegada possa ser cooptada por uma facção criminosa levanta questionamentos sobre o mecanismo de fiscalização e a influência do crime organizado dentro das instituições.

Além disso, a possível utilização de um estabelecimento comercial, como a padaria negociada pelo casal na zona leste de São Paulo, para lavagem de dinheiro, mostra a complexidade das operações financeiras da facção e o envolvimento de pessoas de confiança.

Perfil profissional de Layla Ayub

De acordo com documentos oficiais, Layla Ayub tem formação em direito e gestão ambiental, além de ter atuado como policial militar no Espírito Santo. Ela integrava a Comissão da Criança e do Adolescente da OAB em Marabá, o que contrasta com as suspeitas levantadas nas investigações.

A Polícia Civil de São Paulo informou não haver evidências de financiamento da formação da delegada pelo PCC, sugerindo que a aproximação teria ocorrido gradativamente, principalmente devido ao contato frequente com membros da facção em presídios no Pará.

Consequências e desdobramentos

Até o momento, a defesa de Layla Ayub não se manifestou sobre as acusações. O caso segue sob investigação para esclarecer a extensão do envolvimento da delegada e possíveis conexões com outras lideranças criminosas.

A prisão de um agente público sob suspeita de atuar em favor do PCC reforça a necessidade de medidas rigorosas para prevenir infiltrações do crime organizado em instituições de segurança e justiça, garantindo maior transparência e eficiência no combate à criminalidade.

Fonte: baccinoticias.com.br

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