Prisão de Sérgio Nahas evidencia caso de assassinato em São Paulo

Sérgio Nahas e Fernanda Orfali

Entenda como a esposa do empresário foi morta e as circunstâncias da captura na Bahia

Prisão de Sérgio Nahas no litoral da Bahia revela detalhes do assassinato de sua esposa em São Paulo em 2002, após anos de fuga.

O empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso no sábado, 17 de janeiro de 2026, em Praia do Forte, litoral norte da Bahia, após longos anos como foragido da justiça brasileira. A prisão foi possível graças a um sistema de reconhecimento facial da Polícia Militar, que identificou Nahas enquanto ele caminhava em uma área turística. Ele estava na lista de procurados da Interpol, após o Supremo Tribunal Federal negar seu último recurso e determinar o início imediato do cumprimento de sua pena.

Contexto do crime

O caso remonta a 14 de setembro de 2002, quando Fernanda Orfali, esposa de Sérgio Nahas, foi assassinada em um apartamento de alto padrão no bairro de Higienópolis, São Paulo. Eles haviam se casado poucos meses antes. Documentos do Ministério Público de São Paulo indicam que o relacionamento já apresentava tensões, especialmente após Fernanda descobrir o uso frequente de cocaína pelo marido, além de sua vida promíscua, incluindo envolvimento com prostitutas e travestis.

Dinâmica do homicídio

Na noite do crime, por volta das 19h00, relatos indicam que houve uma sequência de discussões, culminando em Sérgio Nahas disparar uma arma contra Fernanda no quarto do casal. O laudo necroscópico confirmou que o disparo atingiu o tórax da vítima, resultando em sua morte. A acusação qualificou o motivo do crime como torpe, atribuído à vingança pela decisão de Fernanda de se separar e pelas descobertas sobre o comportamento do marido.

Versões contraditórias e perícia

A defesa de Sérgio Nahas contestou a acusação, alegando que Fernanda teria cometido suicídio devido a instabilidade emocional e depressão. Segundo relatos, horas antes, houve um conflito no qual Nahas teria desarmado Fernanda, que estava armada com uma pistola calibre 380. No entanto, laudos periciais contestaram a versão de suicídio, apontando que o disparo não possuía características compatíveis com um tiro encostado, comum em suicídios, reforçando a tese de homicídio.

Processo e condenação

A decisão de pronúncia encaminhou Sérgio Nahas a Júri Popular. Após o trânsito em julgado da sentença e a negativa de recursos no STF, o empresário teve a prisão decretada e cumprirá pena de oito anos e dois meses em regime fechado. Sua captura no litoral baiano encerra um capítulo de mais de duas décadas desde o crime.

A prisão de Nahas, além de mostrar os avanços tecnológicos no trabalho policial com reconhecimento facial, evidencia a complexidade de casos de violência doméstica e os desafios para a justiça em temas que envolvem versões conflitantes e perícias técnicas detalhadas.

Fonte: jovempan.com.br

Fonte: Sérgio Nahas e Fernanda Orfali

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