Safra de 2026 é estimada em 339,8 milhões de toneladas, com redução de 1,8% em relação ao recorde de 2025
IBGE projeta safra agrícola 2026 com 339,8 milhões de toneladas, 1,8% menor que o recorde de 2025, apesar do crescimento da área plantada.
A safra agrícola 2026 deve alcançar 339,8 milhões de toneladas, conforme o terceiro Prognóstico da Safra Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa projeção representa uma queda de 1,8% quando comparada ao recorde de 346,1 milhões de toneladas obtido em 2025.
Principais variações na área colhida e produção por cultura
O estudo do IBGE indica que, apesar da redução na produção total, a área a ser colhida em 2026 deverá crescer 1,4%, chegando a 82,7 milhões de hectares. Esse crescimento é impulsionado por aumentos nas áreas de milho, soja e feijão, enquanto culturas como algodão herbáceo e arroz apresentam redução na área plantada.
Para o milho, a área total deve crescer 2,3%, com destaque para a primeira safra, que deve avançar 9,2%, e a segunda safra, que tem previsão de aumento de 0,7%. A soja também deve apresentar ligeiro crescimento de 0,4% na área. Já o feijão da primeira safra prevê alta de 0,9%. Por outro lado, o algodão herbáceo em caroço deve ter uma redução de 5,7%, assim como o arroz, com queda de 5,6% na área plantada.
Distribuição regional da área cultivada para 2026
Há projeções de crescimento na área colhida em diversos estados brasileiros para 2026. Mato Grosso, principal produtor agrícola do país, deve registrar aumento de 3,3%. Outros estados com expansão prevista são Rio Grande do Sul (1,4%), Tocantins (1,5%), Mato Grosso do Sul (0,8%), Piauí (9,6%), Minas Gerais (1,3%), Ceará (1,1%), São Paulo (0,8%), Pará (5,2%) e Rondônia (2,6%).
Entretanto, algumas regiões devem registrar redução na área cultivada, como Paraná (-0,4%), Goiás (-0,7%), Bahia (-3,5%), Maranhão (queda marginal) e Santa Catarina (-0,4%).
Análise do desempenho da safra 2025 como base para 2026
A safra agrícola de 2025 teve um desempenho excepcional, somando 346,1 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 18,2% em relação a 2024, com um incremento de 53,4 milhões de toneladas. A área colhida em 2025 foi de 81,6 milhões de hectares, 3,2% maior que no ano anterior, demonstrando o crescimento do setor.
Essa base elevada para a safra de 2026 contribui para a expectativa de leve declínio na produção, mesmo com o aumento da área plantada, o que pode estar associado a fatores climáticos, de manejo e produtividade que impactam a colheita.
Implicações para o agronegócio e mercado
A projeção da safra agrícola 2026, com queda em volume apesar do crescimento em área, sugere que os desafios da produtividade e das condições climáticas terão papel decisivo no desempenho do setor. O aumento nas áreas de culturas estratégicas como milho e soja reforça a importância desses produtos para a economia nacional.
Além disso, as variações regionais no plantio indicam mudanças nas práticas agrícolas e possíveis adaptações às condições locais, que devem influenciar os mercados internos e externos.
O acompanhamento contínuo dessas tendências é fundamental para planejar políticas públicas, investimentos e estratégias de comercialização no agronegócio brasileiro.
Perspectiva futura e recomendações para o setor agrícola
Diante da expectativa de uma safra agrícola 2026 menor que a de 2025, o setor deve intensificar medidas que ampliem a produtividade e minimizem riscos climáticos. Investimentos em tecnologia, manejo sustentável e infraestrutura podem ajudar a mitigar os impactos da redução na produção.
Além disso, o monitoramento regionalizado das colheitas e a diversificação das culturas podem contribuir para a estabilidade produtiva e econômica. O IBGE continuará fornecendo dados essenciais para orientar decisões estratégicas no agronegócio nacional.
Fonte: www.moneytimes.com.br
