Produtora de conteúdo adulto critica imposto do pecado na Flórida

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Sophie Rain, estrela do OnlyFans, rebate proposta de taxação de 50% sobre ganhos do setor e contesta discurso conservador

Sophie Rain rebate proposta de imposto que taxaria em até 50% ganhos de criadores de conteúdo adulto na Flórida e critica discurso conservador.

Sophie Rain reage à proposta do imposto do pecado na Flórida

A influenciadora Sophie Rain, reconhecida como a maior arrecadadora do OnlyFans no mundo, manifestou forte oposição à proposta do chamado “imposto do pecado” defendida pelo candidato republicano James Fishback na Flórida. A ideia, que pretende taxar em até 50% os rendimentos dos criadores e consumidores de conteúdo adulto, visa desestimular a indústria pornográfica em nome da proteção de valores familiares e religiosos. Rain rebateu a proposta afirmando que já contribui significativamente em impostos e classificou a medida como absurda e fora da realidade atual.

Impactos econômicos e sociais da taxação sobre conteúdo adulto

Entre 2023 e 2025, Sophie Rain faturou cerca de US$95 milhões com a produção de conteúdo adulto, além de ser cofundadora da Bop House, um complexo na Flórida que movimenta aproximadamente US$15 milhões por mês. A taxação proposta por Fishback poderia impactar diretamente essa cadeia econômica, afetando não apenas os criadores, mas também os numerosos trabalhadores e consumidores envolvidos. A medida levanta questões sobre o equilíbrio entre arrecadação fiscal, liberdade econômica e o papel do Estado na regulação da moralidade pública.

Resistência do setor e críticas ao discurso conservador

Além da reação de Sophie Rain, outras influenciadoras do setor, como Anya Lacey, também manifestaram descontentamento com o “imposto do pecado”. Lacey, eleitora republicana e defensora do porte de armas, classificou a proposta como hipócrita e ameaçou deixar a Flórida caso o imposto seja implementado. A crítica também se direciona ao tom religioso e pejorativo do discurso do candidato, que qualificou o trabalho dos produtores de conteúdo como degenerado, uma abordagem que tem sido rebatida como desrespeitosa e contraproducente.

Contexto político e cultural na Flórida

A proposta de James Fishback surge num cenário político marcado por tensões entre grupos conservadores e setores econômicos emergentes, como o entretenimento adulto digital. Ao tentar impor um imposto elevado com justificativas morais e religiosas, o candidato busca consolidar sua base eleitoral tradicional, enquanto enfrenta a resistência de influenciadores que veem a medida como um retrocesso e uma ameaça à sua fonte de renda. Esse episódio evidencia um embate maior sobre a regulamentação da economia digital e o papel do Estado na definição de valores culturais.

Perspectivas e desdobramentos futuros para o imposto do pecado

Caso aprovado, o “imposto do pecado” poderia representar um modelo para outros estados que desejam limitar a indústria do conteúdo adulto com base em valores conservadores. No entanto, o forte posicionamento de figuras como Sophie Rain e o potencial impacto econômico da taxação indicam possíveis resistências judiciais e políticas. O debate também suscita reflexões sobre a liberdade de expressão, direitos trabalhistas digitais e os limites da intervenção governamental em setores controversos, cenário que continuará em evolução conforme as eleições se aproximam.

Fonte: baccinoticias.com.br

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