Senadores debatem PL 1.217/2025 em audiência pública
Em audiência pública, senadores debateram a proposta de crédito emergencial para produtores rurais sem seguro. O PL 1.217/2025 foi defendido como essencial para o setor.
Em Brasília, nesta quarta-feira (5), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) discutiu o projeto de lei 1.217/2025, que visa conceder crédito emergencial a produtores rurais que tiveram suas indenizações do seguro rural negadas em razão de eventos climáticos adversos. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou a importância do seguro rural, definindo-o como essencial para a estabilidade da cadeia produtiva agrícola.
Críticas ao sistema de seguros
Durante a audiência, foram levantadas críticas contundentes sobre os critérios utilizados pelas seguradoras, além de um apelo para mais apoio do governo. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e outros participantes destacaram o aumento dos eventos climáticos extremos, que têm deixado muitos agricultores sem a devida assistência. O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Luís Bortolozzo, enfatizou a falta de seguro na atual safra de verão, o que considera inadmissível para um setor tão vital.
Consequências da falta de proteção
Guilherme Augusto Costa Rios, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), alertou que a falta de gestão de risco e a escassez de crédito podem levar a um aumento significativo nos índices de inadimplência. O PL 1.217/2025 é visto como uma medida necessária para evitar um colapso financeiro entre os produtores, que estão enfrentando dificuldades extremas sem o suporte adequado das seguradoras.
Análise das negativas de seguro
Wilson Vaz de Araújo, do Ministério da Agricultura, ressaltou a necessidade de investigar as razões pelas quais os produtores não foram indenizados, enquanto Sérgio Ferrão, do Ministério da Fazenda, pediu uma análise criteriosa das negativas das seguradoras. O debate concluiu que muitos agricultores que cumpriram todas as exigências ainda assim ficaram sem cobertura, reforçando a urgência do crédito emergencial proposto para garantir a sobrevivência do setor agrícola.