Professor é preso após trocar notas altas por fotos íntimas de alunos

Divulgação PCES

Caso revela um grave esquema de exploração sexual em escolas do Espírito Santo

Um professor de 46 anos foi preso por trocar notas altas por fotos íntimas de alunos, revelando um esquema de exploração sexual em escolas do Espírito Santo.

Um grave escândalo de exploração sexual em escolas do Espírito Santo veio à tona com a prisão de um professor de 46 anos, acusado de aliciar alunos em troca de notas mais altas e dinheiro. O caso, que ocorreu em escolas da Serra e de Vila Velha, expõe um lado sombrio da educação e a vulnerabilidade de crianças e adolescentes em ambientes que deveriam ser seguros.

A natureza dos crimes e a vulnerabilidade dos alunos

O professor, que lecionava na rede pública, se aproveitava da condição de autoridade para explorar os alunos, especialmente aqueles com baixo rendimento escolar. Segundo a Polícia Civil, os crimes incluem estupro de vulnerável, assédio sexual e exploração sexual de crianças e adolescentes. As vítimas, meninos entre 10 e 16 anos, foram abordadas em horários de intervalo e recreio, e posteriormente o professor passou a assediá-los virtualmente, utilizando as redes sociais para continuar seu esquema criminoso.

A primeira denúncia formal ocorreu em novembro de 2024, quando um estudante revelou a uma amiga sobre as abordagens inapropriadas que recebia. A mãe da amiga, ao ter conhecimento da situação, imediatamente denunciou o professor à escola. Este episódio marca o início de uma série de investigações que revelariam a extensão dos abusos cometidos pelo docente, que mantinha arquivos com imagens íntimas de suas vítimas.

A investigação e as denúncias

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), revelaram que o professor organizava pastas digitais com as iniciais das escolas em que lecionava, contendo material comprometedor sobre os alunos. A delegada Thais Cruz destacou que ele era um frequentador assíduo de sites de exploração sexual infantil, indicando que sua conduta não se limitava apenas às abordagens nas escolas.

Um dos relatos mais impactantes foi o de um jovem de 12 anos, que sofreu ameaças do professor após ser flagrado mexendo no celular durante a aula. O docente teria usado essa situação para coagi-lo a acessar conteúdo pornográfico, afirmando que sabia onde sua família morava, uma estratégia de intimidação que revela a gravidade do assédio.

Consequências e implicações futuras

Desde abril de 2025, o professor estava foragido, mas foi finalmente capturado em janeiro de 2026. As investigações continuam, e a polícia acredita que há mais vítimas que ainda não vieram à tona. Este caso levanta questões críticas sobre a segurança de alunos em ambientes escolares e a necessidade de medidas de proteção mais robustas para prevenir abusos. As consequências legais para o professor podem ser severas, mas o impacto emocional e psicológico sobre as vítimas pode ser irreparável.

Conclusão

A prisão deste professor é um alerta sobre a necessidade de vigilância e proteção nas escolas. A exploração sexual de crianças e adolescentes é uma questão que demanda atenção e ação efetiva das autoridades e da sociedade. O caso também reflete a importância de criar um ambiente escolar seguro, onde os alunos se sintam protegidos e respeitados, longe de qualquer forma de abuso.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação PCES

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