Uma professora concursada da rede municipal de Arapongas, no Norte do Paraná, foi afastada preventivamente após ser denunciada por supostamente administrar clonazepam, conhecido comercialmente como Rivotril, a crianças de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). A suspeita é de que o medicamento fosse usado para fazer os bebês dormirem.
A denúncia foi feita na quarta-feira (28), depois que a diretora da unidade e outra professora desconfiaram do comportamento da educadora e de alterações apresentadas pelas crianças. Imagens de uma câmera de monitoramento teriam registrado o momento em que a suspeita administra um líquido a uma menina. Segundo a Polícia Civil, o vídeo mostra a professora utilizando uma colher para colocar o líquido na boca das crianças.
O clonazepam é a principal suspeita porque, conforme a delegada responsável pelo caso, era o único medicamento encontrado em forma líquida na bolsa da investigada. A hipótese inicial é de que mais de uma criança tenha recebido a substância. A turma atendia oito alunos, com idades entre seis meses e um ano e 11 meses.
A Polícia Civil solicitou exames toxicológicos para verificar se houve ingestão do medicamento. Familiares relataram alterações na rotina de sono e no comportamento dos bebês nos últimos meses. Todas as crianças foram encaminhadas para atendimento médico e, segundo a Prefeitura, passam bem.
A Prefeitura de Arapongas confirmou o afastamento preventivo da servidora e a abertura de um procedimento administrativo, que poderá resultar em demissão. O Conselho Tutelar também foi comunicado, e os responsáveis pelas crianças foram chamados para receber orientações. Em sua defesa inicial, a professora negou as acusações. A administração municipal informou que a investigação criminal está sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca esclarecer se outras crianças foram medicadas e há quanto tempo a prática poderia estar acontecendo.