Projeção do bofa para a produção de minério de ferro da vale até 2030

Banco mantém compra para ação da Vale com foco em crescimento e ESG

Bank of America projeta produção de minério de ferro da Vale entre 335 e 360 milhões de toneladas até 2030, destacando agenda ESG.

O Bank of America (BofA) apresentou projeção para a produção de minério de ferro da Vale (VALE3) até 2030, prevendo um aumento significativo nas próximas décadas.

Projeção de produção para minério de ferro

Segundo o relatório divulgado recentemente, a produção da Vale deve alcançar entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas em 2026, crescendo para cerca de 360 milhões de toneladas em 2030. Essa expansão posicionaria a empresa como detentora de aproximadamente 20% do mercado global de exportações marítimas de minério de ferro.

A estratégia adotada pela Vale, ressaltada pelo BofA, é a de “valor acima de volume”, que prioriza a rentabilidade e a flexibilidade do portfólio em detrimento do aumento puramente quantitativo da produção. Esse diferencial é destacado como uma vantagem competitiva frente aos concorrentes internacionais.

Expansão em metais básicos: cobre e níquel

Além do minério de ferro, o relatório destaca a atuação da Vale em outros metais importantes. A produção atual de cobre varia entre 350 mil e 380 mil toneladas por ano, representando cerca de 9% da receita da empresa. A previsão é dobrar esse volume até 2035, chegando a 700 mil toneladas anuais.

No caso do níquel, com participação aproximada de 7% da receita, a produção projetada para os próximos anos está entre 175 mil e 200 mil toneladas por ano. O foco para esse metal está na estabilização operacional e na busca pelo equilíbrio de caixa até 2027.

Avanços na agenda de ESG

O Bank of America também valoriza os progressos da Vale em sua agenda de sustentabilidade e responsabilidade social. O relatório cita a continuidade dos pagamentos de reparação referentes aos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho, assim como os avanços no processo de descaracterização das estruturas de rejeitos e a redução dos níveis de emergência associados.

Essas ações são destacadas como fundamentais para a melhora do perfil de risco da empresa, reforçando seu compromisso com práticas ambientais e sociais responsáveis.

Recomendações e perspectiva para os investidores

Com base nessas análises, o BofA mantém a recomendação de compra para as ações da Vale, com preço-alvo estabelecido em US$ 17 para as American Depositary Receipts (ADRs). O relatório reforça a convicção na estratégia adotada pela companhia, que combina crescimento sustentável, foco em valor e gestão responsável dos riscos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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