Na última quinta-feira, dia 23, a Intel divulgou previsões de lucro e receita trimestrais que superaram as expectativas do mercado, resultando em uma elevação de suas ações em mais de 5%. Este movimento também levou a empresa a planejar um aumento em seus investimentos ao longo dos próximos dois anos.
A companhia projeta uma receita para o terceiro trimestre entre US$15,8 bilhões e US$16,8 bilhões, enquanto a média das estimativas de analistas apontava para US$15,1 bilhões, conforme dados da LSEG. O lucro ajustado é esperado em 38 centavos por ação, superando as previsões que indicavam 27 centavos.
Lip-Bu Tan, presidente-executivo da Intel, ressaltou em uma conferência com analistas que os resultados positivos do segundo trimestre motivaram a empresa a se comprometer integralmente com a produção em larga escala de chips utilizando sua nova tecnologia de fabricação 14A, programada para 2028. No ano anterior, a Intel havia sinalizado que poderia desistir da tecnologia 14A se não conseguisse atrair um cliente significativo, o que representaria um revés para a indústria de chips nos Estados Unidos.
Tan expressou satisfação com o crescente interesse de clientes em relação ao processo 14A, destacando sua confiança de que esta tecnologia se tornará altamente competitiva. No segundo trimestre, a empresa reportou um aumento de 25,4% nas vendas, totalizando US$16,13 bilhões, enquanto o lucro ajustado foi de 42 centavos por ação, em contraste com as estimativas que previam US$14,42 bilhões e 21 centavos, respectivamente. A margem bruta ajustada se estabeleceu em 41,8%, ultrapassando as expectativas que eram de 38,8%.
David Zinsner, diretor financeiro da Intel, destacou que a demanda crescente levou a companhia a aumentar sua previsão de investimentos para este ano de US$18 bilhões para US$20 bilhões, com a expectativa de que os desembolsos continuem a crescer de forma significativa no próximo ano. Zinsner também mencionou que a Intel firmou contratos de longo prazo com clientes para CPUs de data center e chips especializados, conhecidos como XPUs, com duração de três a cinco anos. Esses contratos incluem compromissos tanto de volume quanto de preço.
As vendas no segmento de laptops e desktops da Intel totalizaram US$8,88 bilhões no segundo trimestre, superando as estimativas que eram de US$7,89 bilhões. Apesar da queda nas vendas por unidade, os preços médios aumentaram, uma vez que a Intel se afastou dos chips de baixo custo e passou a focar em produtos de maior valor agregado. A receita do negócio de fundição da empresa foi de US$5,77 bilhões, também acima das expectativas que eram de US$5,55 bilhões.