Renúncia coletiva ocorre após parecer favorável à soltura de investigados na Operação Tântalo II
Promotores do Gaeco renunciam após MP pedir soltura de prefeito acusado de desviar R$ 56 milhões.
Promotores do Gaeco solicitam exoneração coletiva
Os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão pediram exoneração coletiva no domingo, 11 de janeiro de 2026, em resposta a um parecer emitido pela Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão. Este parecer, que favoreceu a soltura de todos os investigados na Operação Tântalo II, gerou indignação entre os membros do Gaeco, que atuam na investigação de um esquema criminoso na prefeitura de Turilândia, distante 150 quilômetros de São Luís.
Contexto da Operação Tântalo II
A Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro de 2025, resultou na prisão de 11 vereadores, um secretário, empresários e do prefeito Paulo Curió, do partido União Brasil. As investigações apontam que Curió teria liderado um esquema que desviou impressionantes R$ 56 milhões das áreas de Saúde e Assistência Social, utilizando empresas de fachada para perpetrar os crimes.
Motivos da renúncia dos promotores
No memorando de exoneração, os promotores expressaram sua preocupação de que o parecer favorável à soltura, assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, enfraquece a atuação do Ministério Público no combate ao crime organizado. Eles afirmam que essa decisão contradiz o rigoroso trabalho investigativo que vem sendo realizado e compromete a integridade do Gaeco.
Reação do Procurador-Geral de Justiça
Em nota, o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, defendeu que todas as ações do MP estão dentro dos limites da lei e que a exoneração dos promotores não comprometerá a continuidade das ações estratégicas do órgão. A liderança do Gaeco será assumida pelo procurador Haroldo Paiva de Brito, que terá a tarefa de garantir a estabilidade e a continuidade dos trabalhos.
Implicações para os investigados
Com a exoneração dos promotores, o futuro dos investigados na Operação Tântalo II agora depende do Tribunal de Justiça do Maranhão, que deverá decidir sobre a eventual soltura dos acusados. A situação é delicada, uma vez que os vereadores presos optaram por permanecer em silêncio durante as audiências, invocando o direito constitucional de não se auto-incriminar.
Conclusão e próximos passos
A debandada dos promotores do Gaeco representa uma crise significativa no âmbito do Ministério Público do Maranhão, levantando questões sobre a eficácia das investigações em casos de corrupção e crime organizado. O MP reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, mas a continuidade dos trabalhos e a confiança da sociedade na instituição estão agora em jogo. O desdobramento deste caso será acompanhado de perto, uma vez que o esquema investigado promete ter repercussões amplas na administração pública local.
Fonte: jovempan.com.br
Fonte: Operação Tântalo II
