Pronampe acumula R$ 9 bilhões em inadimplência desde 2020

Rafaela Felicciano/ Metrópoles

Programa de apoio a pequenas empresas enfrenta desafios financeiros significativos

Desde sua criação, o Pronampe acumula R$ 9 bilhões em inadimplência, afetando pequenos negócios.

Pronampe inadimplência: um desafio para pequenos negócios

O Pronampe, ou Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, foi criado em 2020 como resposta à crise provocada pela pandemia de Covid-19. Desde então, liberou mais de R$ 190 bilhões em crédito, mas acumula atualmente R$ 9 bilhões em inadimplência. Essa situação levanta preocupações sobre a saúde financeira de pequenos negócios no Brasil.

A estrutura do Pronampe e seus objetivos

O Pronampe foi estruturado para facilitar o acesso ao crédito, permitindo que pequenos empreendedores tenham acesso a empréstimos com juros mais baixos, garantidos parcialmente pela União. As taxas são calculadas com base na Selic, o que significa que os custos podem variar ao longo do tempo, de acordo com a política monetária do Banco Central.

Os financiamentos podem ter um prazo de até 72 meses para pagamento, e existe a possibilidade de um período de carência para que os tomadores comecem a pagar as parcelas. Essa flexibilidade é importante para pequenos negócios que, em geral, enfrentam dificuldades financeiras e precisam de tempo para se estabilizar.

Os impactos da inadimplência

Apesar do apoio proporcionado pelo Pronampe, a inadimplência de R$ 9 bilhões reflete a maior vulnerabilidade financeira dos pequenos empreendedores, que têm menor capital de giro e mais dificuldade para lidar com oscilações de renda. A maioria dos recursos foi direcionada a pequenas empresas, que representam R$ 143 bilhões do total contratado, com uma taxa de inadimplência de 8,3%.

Esse cenário é alarmante, pois destaca a fragilidade de muitos negócios que, mesmo com o suporte do Pronampe, não conseguiram se manter financeiramente estáveis. O programa, que já atendeu mais de 1,9 milhão de empresas, continua sendo visto como uma ferramenta essencial para a preservação de empregos e da atividade econômica.

O papel do Pronampe na economia

Desde sua criação, o Pronampe tem sido defendido por autoridades e representantes do setor produtivo como uma solução vital para preservar empresas e empregos. Mesmo após o período crítico da pandemia, o programa se consolidou como um instrumento permanente de política econômica, utilizado tanto para capital de giro quanto para a manutenção das atividades empresariais.

Os dados revelam que o Pronampe atendeu uma ampla gama de perfis, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e profissionais liberais. O financiamento é calculado com base no faturamento bruto anual, o que permite que empresas com menos de um ano de funcionamento também tenham acesso ao crédito, embora com limitações.

Perspectivas futuras e ajustes necessários

O Pronampe foi projetado para atender a negócios que tradicionalmente têm mais dificuldade em acessar o sistema financeiro. Contudo, a inadimplência evidencia a necessidade de ajustes nas condições de crédito e no suporte oferecido aos empreendedores. A análise da capacidade de pagamento e o risco da operação continua a ser crucial para a liberação de créditos, que devem ser utilizados exclusivamente para atividades essenciais das empresas.

Em suma, o Pronampe, apesar dos desafios enfrentados, continua sendo um pilar importante para o apoio a pequenos negócios no Brasil. A superação da inadimplência será fundamental para garantir que o programa cumpra seu papel na recuperação e fortalecimento da economia.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Rafaela Felicciano/ Metrópoles

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