A etapa final da Vuelta a España, renomada competição ciclística, foi palco de interrupção neste domingo em Madri, devido a um protesto pró-Palestina. Manifestantes bloquearam o percurso da corrida com barreiras e entraram em confronto direto com as forças policiais, gerando caos e incerteza sobre a conclusão da prova.
O principal objetivo dos manifestantes era expressar sua oposição à participação da equipe Israel-Premier Tech, que competia sob a bandeira de Israel. Os protestos visavam, segundo os organizadores, chamar a atenção para o conflito israelo-palestino e pressionar por um boicote à equipe israelense.
O incidente resultou em um saldo de duas pessoas presas e 22 feridos, embora sem gravidade, segundo informações das autoridades locais. A organização da Vuelta a España precisou interromper a corrida, definindo o resultado final com base nas posições dos ciclistas no momento da interrupção. O vencedor da competição, Jonas Vingegaard, não conseguiu receber o prêmio no pódio.
Em resposta aos eventos, o governo de Israel manifestou forte condenação à postura do governo espanhol, que anteriormente havia defendido o afastamento dos atletas israelenses da competição. Autoridades israelenses classificaram a posição da Espanha como um incentivo ao terrorismo internacional.
“Acreditamos que a Espanha, ao tomar essa posição, está premiando o terrorismo internacional e incentivando ações que prejudicam o esporte e a coexistência pacífica”, declarou um porta-voz do governo israelense. O incidente gerou tensões diplomáticas entre os dois países e reacendeu o debate sobre a politização do esporte. *Com informações de Luca Bassani*.
