Protestos contra a ICE e novas declarações de Trump sobre a Venezuela

Milhares se mobilizam em manifestações enquanto Trump busca reestruturar a política externa dos EUA

Milhares protestam contra a ICE após morte de mulher em Minneapolis, enquanto Trump pressiona por mudanças na Venezuela.

Protestos contra a ICE dominam as ruas dos EUA

No último sábado, protestos contra a ICE (Agência de Imigração e Controle de Alfândega) tomaram conta de diversas cidades dos Estados Unidos, em resposta ao assassinato de Renee Good, uma mulher de Minneapolis, por um agente da agência. Os manifestantes exigem a remoção das autoridades de imigração de suas comunidades, destacando a crescente indignação em torno das táticas de repressão utilizadas pelo governo federal. Este movimento, que faz parte da coalizão “ICE out for good”, organizou mais de mil manifestações em todo o país.

A política externa da administração Trump em foco

Além dos protestos internos, o presidente Donald Trump está impulsionando mudanças na política externa dos EUA, especialmente em relação à Venezuela. Após a remoção de Nicolás Maduro, Trump busca reformar a indústria petrolífera do país, mas enfrenta resistência por parte dos executivos do setor energético americano, que ainda não se comprometeram com a iniciativa. A situação na Venezuela continua tensa, e Trump sugere que sua “moralidade” é o único fator limitante para a ação militar em relação ao país, levantando questões sobre o papel dos EUA como potenciais “policiais do mundo”.

Preocupações sobre a intervenção militar

O senador Mark Warner expressou sua preocupação com a possibilidade de uma nova intervenção militar dos EUA, afirmando que a Constituição exige que o Congresso participe das decisões de guerra. Warner destacou que não se pode confiar apenas na moralidade de um único indivíduo para decidir sobre o uso da força militar. Ele enfatizou a importância do Congresso em fornecer um controle necessário sobre as ações do presidente, especialmente em meio a um clima internacional tão volátil.

A busca de Trump pela Groenlândia

Enquanto isso, Trump também reacendeu suas tentativas de adquirir a Groenlândia. Em uma declaração recente, ele afirmou que, se a aquisição não ocorrer “da maneira fácil”, ele buscará outros métodos. Essa afirmação foi recebida com desdém por parte dos oficiais e residentes da Groenlândia, que afirmam que a ilha não está à venda. A insistência de Trump em controlar o território ártico levanta questões sobre a estratégia geopolítica dos EUA.

O impacto das manifestações

As manifestações contra a ICE, que ocorreram em várias cidades, como Los Angeles, Nova York, Washington, D.C., e Boston, destacaram a crescente insatisfação popular com as políticas de imigração do governo. Os protestos, que foram pacíficos, reuniram milhares de pessoas que clamavam por justiça para Renee Good e pela remoção das autoridades de imigração. O evento em Minneapolis, onde flocos de neve caíam, foi particularmente simbólico, com os manifestantes entoando o nome da vítima e exigindo mudanças significativas nas políticas de imigração.

Mensagem de apoio ao povo iraniano

Por fim, Trump também se manifestou em apoio ao povo iraniano, afirmando que os EUA estão prontos para ajudá-los em sua luta contra o regime opressivo. Essa declaração, embora vaga, reflete a abordagem do presidente em relação a intervenções externas e sua disposição para agir em nome da liberdade em outras nações. O senador Lindsey Graham, aliado de Trump, reforçou essa mensagem, prometendo que a “ajuda está a caminho” para os iranianos que lutam contra a opressão.

Esses eventos refletem um momento tumultuado na política americana, onde os protestos internos se entrelaçam com as ambições externas da administração Trump, criando um cenário complexo e dinâmico que continuará a evoluir nas próximas semanas.

Fonte: www.cnn.com

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