Protestos no Irã: número de mortos ultrapassa 500 em manifestações

Arte/Metrópoles

Aumento das mortes em protestos é o maior registrado nos últimos anos

Protestos no Irã resultam em mais de 500 mortos, a maior onda de manifestações do país em anos.

Protestos no Irã e o aumento do número de mortos

As manifestações no Irã, que tiveram início em 28 de dezembro, resultaram em um número alarmante de mortes. A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) divulgou um novo balanço neste domingo (11/1), revelando que 538 pessoas perderam a vida durante os protestos, sendo 490 manifestantes e 48 policiais.

A gravidade da situação

Essa situação representa a maior onda de protestos registrados no Irã nos últimos anos, refletindo um profundo descontentamento popular. O número de presos também é significativo, ultrapassando 10 mil detidos, segundo a HRANA. A ONG, que monitora as violações de direitos humanos no país, baseou suas informações em fontes locais e checagens com veículos independentes.

Impacto da crise econômica

Os protestos foram inicialmente motivados por uma severa crise econômica, caracterizada pela desvalorização da moeda local, o rial, e pela inflação elevada. No entanto, à medida que os protestos se intensificaram, passaram a incluir críticas diretas ao regime dos aiatolás e ao líder supremo, Ali Khamenei. Os manifestantes clamam por reformas políticas e maior liberdade civil, em um contexto de crescente repressão.

A repressão e os novos desafios

A resposta das autoridades tem sido cada vez mais violenta. O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, declarou que o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou, exacerbando a situação. Especialistas alertam que o número real de mortos pode ser ainda maior, devido ao apagão quase total da internet imposto pelo regime, dificultando a verificação de informações.

Acusações e tensões internacionais

As autoridades iranianas têm acusado os Estados Unidos e Israel de incitarem os protestos, enquanto opositores afirmam que o movimento é uma reação direta ao descontentamento popular. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, em recente declaração, afirmou que o Irã responderá fortemente a qualquer intervenção dos EUA, prometendo retaliações a bases militares americanas e a Israel.

A continuação dos protestos

Apesar do aumento da repressão e das ameaças de retaliação, os protestos continuam em várias regiões do Irã. A situação permanece tensa, com os manifestantes enfrentando um cerco cada vez mais intenso das autoridades. Até o momento, não há indícios de que a violência irá diminuir, e o futuro das manifestações é incerto.

Conclusão

As manifestações no Irã são um reflexo da insatisfação popular com a situação econômica e política do país. O aumento do número de mortos e a repressão violenta indicam que a crise no Irã pode se aprofundar ainda mais, exigindo atenção global para os direitos humanos e a situação política no país.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Arte/Metrópoles

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