A crise econômica impulsiona as manifestações em diversas cidades do país
Os protestos no Irã já resultaram em ao menos 2 mil mortes, segundo autoridades locais.
Protestos no Irã: um cenário de crise e repressão
Os protestos no Irã continuam a se intensificar nesta terça-feira (13/1), com autoridades locais relatando que ao menos 2 mil pessoas já perderam a vida desde o início das manifestações. Este movimento é considerado o mais significativo desde 2009 e ocorre em um contexto de grave crise econômica que afeta o país. A inflação disparou, e o rial perdeu cerca de metade de seu valor frente ao dólar em 2025.
Contexto da crise econômica no Irã
A crise econômica no Irã começou a se agravar no final de dezembro de 2025, impulsionada por sanções internacionais que o país enfrenta há anos. Os protestos, que se alastraram por 187 cidades, foram motivados por essa situação desesperadora, com a população exigindo mudanças e melhorias nas condições de vida. A inflação, que ultrapassou os 40% em dezembro, tem sido um fator crucial para a insatisfação popular.
A situação se intensificou com a morte de Mahsa Amini em 2022, que gerou uma onda de protestos contra o regime dos aiatolás. Amini foi morta enquanto estava sob custódia policial, o que desencadeou uma série de manifestações em todo o país. Agora, com a atual crise, as manifestações ganharam um caráter ainda mais político, com pedidos explícitos pela renúncia do aiatolá Ali Khamenei, que lidera o país desde 1989.
O impacto das manifestações
Desde o início dos protestos em 28 de dezembro, as autoridades relataram que a maioria das mortes ocorridas são de civis. De acordo com uma organização de direitos humanos baseada em Washington, 505 das vítimas eram manifestantes, enquanto 133 eram membros das forças de segurança. A repressão do governo não se limitou às mortes: mais de 10 mil pessoas já foram presas durante os protestos, mostrando a severidade com que o regime está lidando com a insatisfação popular.
Repercussão internacional
A situação no Irã também provocou reações internacionais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou que as Forças Armadas estão avaliando
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/Redes Sociais
