Protostela em NGC 1333 revela processo de formação estelar

Protostela em NGC 1333 aparece em imagem do Hubble e ajuda a explicar jatos, discos e crescimento episódico

Imagem do Hubble mostra protostela em NGC 1333; análise aponta jatos, disco protoplanetário e crescimento em rajadas das estrelas jovens.

O que a imagem registra e por que importa

Protostela em NGC 1333 aparece em imagem de Jan. 16, 2025 e ilustra um estágio inicial do crescimento estelar observado em detalhe. Pesquisadores do Hubble e equipes da NASA e da ESA interpretam características visíveis como assinatura de um disco protoplanetário e jatos que esculpem o material ao redor.

A presença da expressão Protostela em NGC 1333 na primeira frase evidencia o foco da imagem e da análise. A localização literal — NGC 1333, na nuvem molecular de Perseus, a cerca de 950 anos-luz — permanece como referência direta para comparações com outras regiões de formação estelar.

O que a protostela em NGC 1333 revela sobre formação estelar

A fotografia mostra um núcleo brilhante cercado por estruturas escuras e filamentos iluminados, padrão típico de uma estrela em fase de acreção. A protostela ainda está alimentando-se do envelope de gás e poeira que a envolve, ao mesmo tempo em que ejeta material por meio de jatos colimados.

Esse equilíbrio entre alimentação e expulsão é central para compreender por que o crescimento das estrelas é episódico. Em vez de um aumento suave e contínuo de massa, observações de NGC 1333 indicam surtos de acreção seguidos por intervalos de menor aporte, comportamento que altera a formação de discos e potenciais planetas.

Como Hubble, NASA e ESA analisaram a região de NGC 1333

A análise combinou imagens em visível de alta resolução com estudos comparativos em infravermelho realizados por outras missões. Hubble capta detalhes finos do envelope e da sombra projetada pelo disco, enquanto observações em comprimentos maiores revelam o aquecimento do pó e os fluxos de massa.

Pesquisadores do Hubble interpretaram as sombras escuras ao redor do ponto brilhante como o projeto do disco protoplanetário sobre o envelope. Esse jogo de luz e sombra permite inferir inclinação do disco, abertura de cavidades e episódios recentes de ejeção.

Implicações para modelos: discos protoplanetários, jatos e outflows

A imagem e as medições apoiam um quadro em que discos e jatos interagem de maneira dinâmica. Jatos poderosos abrem cavidades no material circundante, afetando o modo como o disco perde massa e como grãos de poeira evoluem para planetesimais.

Modelos teóricos precisam incorporar episódios de acreção curta e intensa para reproduzir a variedade observada de massas estelares e propriedades de discos. Em NGC 1333, os dados apontam que essas variações deixam marcas mensuráveis nos fluxos e na morfologia do envelope.

Observações em múltiplos comprimentos de onda e técnicas analíticas aplicadas

Mapear a mesma região em visível e infravermelho permite separar estruturas iluminadas pela reflexão daquelas que emitem por calor. Técnicas de processamento de imagem do Hubble enfatizam contornos de jatos e cavidades, enquanto espectroscopia de apoio identifica velocidades e composições das ejeções.

A combinação de imagens diretas com séries temporais de alta resolução tem funcionado como um relógio: rajadas de atividade recentes podem ser datadas e relacionadas a variações na taxa de acreção observada por instrumentos complementares.

O que isso significa para a origem do Sistema Solar e estudos futuros

Entender uma protostela em NGC 1333 oferece pistas para as etapas iniciais de qualquer sistema planetário. Se acreção episódica e ejeções moldam discos protoplanetários, então a distribuição de materiais sólidos e voláteis em torno de jovens estrelas pode variar muito em escalas curtas de tempo.

Essa variabilidade tem implicações diretas sobre composição e arquitetura final de sistemas planetários, inclusive sobre como se formaram planetas rochosos como a Terra. Estudos adicionais, com monitoramento e observações em maior resolução, são essenciais para quantificar a frequência e intensidade desses surtos.

Conclusão e próximos passos investigativos

A observação de Jan. 16, 2025 centrada em uma protostela em NGC 1333 reforça a visão de que formação estelar é um processo violento e fragmentado. Hubble, em conjunto com outras missões, continua a fornecer dados que permitem ligar episódios de jatos a variações na acreção.

Pesquisa futura deverá buscar séries temporais mais longas, campanhas coordenadas em múltiplos comprimentos de onda e modelos que incorporem a natureza episódica do crescimento estelar. Somente assim será possível traduzir imagens isoladas em cronologias detalhadas do nascimento de estrelas e sistemas planetários.

Fonte: www.space.com

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