PT foca em ampliar bancada no Congresso em 2026

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Após redução nas candidaturas a governos estaduais, Partido dos Trabalhadores prioriza eleição de deputados e senadores

PT reduz candidaturas a governos estaduais e prioriza eleição de deputados e senadores para garantir maioria no Congresso em 2026.

O Partido dos Trabalhadores (PT) adotou uma estratégia eleitoral inédita para 2026: reduzir o número de candidaturas próprias a governos estaduais e concentrar esforços na eleição de deputados e senadores. Essa mudança reflete a prioridade máxima dada à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à necessidade de reforçar a presença da sigla no Congresso Nacional.

Estratégia eleitoral focada no Legislativo

Historicamente, o PT disputou diversas eleições ao governo estadual, chegando a lançar até 24 candidatos em 2002. Contudo, a direção partidária percebeu que para garantir uma base sólida no Congresso e evitar retrocessos em reformas estratégicas, o foco deveria ser na renovação e ampliação da bancada parlamentar. O partido pode registrar o menor número de candidatos ao governo estadual da sua história, com previsão de até sete candidaturas, sendo três à reeleição.

Prioridade ao Senado e renovação de alianças

Com 54 cadeiras do Senado em disputa, o PT avalia que conquistar maioria na Casa será decisivo para o sucesso do governo Lula em um eventual novo mandato. A prioridade à eleição de senadores segue movimento semelhante ao articulado pelo PL de Jair Bolsonaro, reforçando o protagonismo do Legislativo na estratégia eleitoral. Além disso, o partido pretende renovar a federação partidária com PCdoB e PV, fortalecendo as chapas e ampliando a base aliada.

Manutenção e sucessão em governos estaduais

Nas últimas eleições, o PT governava em quatro estados: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. A sigla busca manter esses governos ou promover sucessões alinhadas, como no Rio Grande do Norte, onde a governadora Fátima Bezerra deve disputar o Senado e apoia o secretário de Fazenda Cadu Xavier para sucedê-la. Outros nomes indicados para candidaturas próprias incluem Helder Salomão no Espírito Santo e Edegar Pretto no Rio Grande do Sul, enquanto Leandro Grass disputará o governo do Distrito Federal pela federação PT-PCdoB-PV.

Dilemas em estados estratégicos

Estados como São Paulo e Minas Gerais ainda aguardam definições. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é cotado para disputar o governo paulista, apesar de resistências. Em Minas, há divergências internas entre apoiar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) ou lançar candidatura própria. No Mato Grosso do Sul e Maranhão, o PT enfrenta desafios para consolidar candidaturas competitivas, com debates sobre alianças e nomes próprios.

Agenda partidária e próximos passos

A estratégia do PT será objeto de debates até o Congresso Nacional do partido, marcado para abril de 2026, quando serão oficializadas as candidaturas e alianças. Em dezembro de 2025, a direção nacional já havia aprovado resolução que estabelece a prioridade pela reeleição de Lula e pela ampliação da bancada legislativa para garantir governabilidade e aprovação de reformas.

A mudança tática do PT reflete um contexto político em que o controle do Legislativo é visto como fundamental para o sucesso do projeto governista, especialmente em um cenário de polarização e desafios econômicos. A redução das disputas estaduais não implica abandono do debate regional, mas sim uma aposta nas forças parlamentares como meio para consolidar avanços.

![Bandeira do PT](https://images.metroimg.com/2026/01/bandeira-pt.jpg “Bandeira do PT”)

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

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