Presidente russo destaca interesses geopolíticos antigos dos Estados Unidos no Ártico e considera movimento de Trump coerente com tradição americana
Putin afirma que plano de Trump para Groenlândia reflete estratégia antiga dos EUA e destaca o valor geopolítico do Ártico.
Contexto histórico do plano de Trump para Groenlândia
O plano de Trump para Groenlândia, revelado em 2026, insere-se em uma longa tradição dos Estados Unidos de interesse estratégico pela região do Ártico. Vladimir Putin destacou que Washington, há mais de um século, busca ampliar sua influência nesse território dinamarquês, considerado essencial na geopolítica atual. Essa visão reforça que a iniciativa de Trump é coerente com políticas americanas históricas, e não uma ideia isolada ou extravagante.
Antecedentes da presença americana na Groenlândia e no Ártico
Putin lembrou que os EUA tentaram adquirir a Groenlândia em negociações desde o início do século XX, incluindo um acordo trilateral fracassado em 1910 envolvendo Alemanha e Dinamarca. Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos instalaram bases militares na ilha para impedir a ocupação pelos nazistas, fato que reforçou seu interesse geopolítico. Após o conflito, os EUA continuaram a propor a compra da Groenlândia, demonstrando uma persistência nas estratégias de controle da região ártica.
Impacto geopolítico do interesse dos EUA sob a ótica russa
Para o Kremlin, o plano de Trump amplia as fissuras entre Estados Unidos e Europa, enfraquecendo a Otan, organização que Moscou considera uma ameaça histórica. As autoridades russas avaliam que esse movimento pode favorecer os objetivos político-militares e econômicos da Rússia no Ártico, ao dividir o bloco ocidental. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que a ação seria histórica se concretizada, enquanto representantes como Kirill Dmitriev e Dmitry Medvedev destacam o colapso da união transatlântica e ironizam o impacto econômico europeu.
Relações estratégicas do Ártico e interesse global
A região do Ártico tem ganhado atenção internacional pela sua importância geopolítica, recursos naturais e rotas marítimas emergentes devido ao derretimento do gelo. A Groenlândia, em especial, representa uma posição estratégica para o controle dessas rotas e instalações militares. A competição entre grandes potências, como EUA, Rússia e países europeus, alimenta a complexidade do cenário, com cada ator buscando consolidar sua influência.
Interpretações da iniciativa americana no cenário internacional
O discurso de Trump sobre a Groenlândia também é interpretado por Moscou como uma justificativa para ações territoriais, lembrando a invasão da Ucrânia, onde interesses históricos e estratégicos foram usados como argumento. Assim, o plano de Trump não apenas reflete uma continuidade da política externa americana, mas também influencia a dinâmica da segurança internacional, ampliando tensões e redefinindo alianças no contexto do Ártico e além.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Andrew Harnik/Getty Images
