Quando a imagem é forte, mas a gestão é frágil

Durante anos, o Banco Nacional foi sinônimo de solidez.
Sua marca estava associada a Ayrton Senna, um dos maiores símbolos de excelência, disciplina e confiança que o esporte já produziu.

A parceria transmitia ao público a sensação de força, credibilidade e sucesso.
Mas, internamente, a realidade seguia outra direção.

Enquanto a imagem crescia, problemas estruturais se acumulavam.
Havia distorções contábeis, expansão acelerada sem sustentação e decisões que privilegiavam a aparência de crescimento, não a consistência dele.

No esporte de alto rendimento, existe uma regra silenciosa: não há performance duradoura sem base sólida.
Treino não pode ser substituído por discurso. Método não pode ser trocado por exposição.

Na gestão, a lógica é idêntica.

Resultados verdadeiros não nascem daquilo que se mostra ao público, mas daquilo que se constrói longe dele.

Quando essa construção é ignorada, a queda não é surpresa.
É consequência.

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