Quanto paga Jerome Powell para 2026 para salvar Trump e evitar crises

Fed sob Powell: equilíbrio entre pressão política e estabilidade econômica nas administrações Trump e Biden

Jerome Powell, presidente do Fed, equilibrou interesses políticos e economia, ajudando Trump, mas enfrentando desafios sob Biden.

Jerome Powell para 2026 tem se destacado como uma das figuras centrais na condução da política monetária dos Estados Unidos, especialmente ao lidar com as pressões políticas das administrações Trump e Biden.

A atuação de Powell durante a gestão Trump

Nomeado presidente do Federal Reserve em 2018, Jerome Powell assumiu um momento delicado na economia americana, ainda em recuperação após a crise financeira de 2008. Sob sua gestão, o Fed elevou gradualmente a taxa básica de juros de 1,5% para 2,5%, buscando conter pressões inflacionárias sem comprometer o crescimento. Embora Donald Trump tenha manifestado insatisfação e ameaçado demiti-lo, Powell manteve a independência da instituição.

Essa postura resultou em crescimento econômico próximo a 3% no primeiro ano de Powell como presidente, com aumento dos salários reais e redução da desigualdade medida pela pesquisa do Fed. Esses resultados foram um dos pontos altos da primeira gestão de Trump, contribuindo para a estabilidade social e política, mas sem receber reconhecimento do presidente.

Desafios sob a administração Biden

Com a chegada da pandemia de COVID-19, Powell rapidamente baixou os juros para níveis próximos de zero, buscando estimular a economia durante o choque inicial. A administração Biden, empossada após a recessão causada pelo vírus, implementou um robusto programa fiscal que, somado à política monetária expansionista, elevou as pressões inflacionárias.

Diferentemente da crise financeira de 2008, a recuperação pós-pandemia foi rápida, mas Powell manteve os juros baixos por mais de dois anos, até meados de 2022, período que viu a inflação alcançar 9,1%, a mais alta em quatro décadas. Quando finalmente o Fed adotou medidas mais restritivas, a inflação foi contida, porém o impacto econômico já estava consolidado.

Pressões políticas e independência do Fed

A relação entre Powell e os presidentes evidenciou um dilema: ao proteger a independência do Fed, Powell evitou que decisões monetárias fossem subjugadas a interesses políticos imediatos. No entanto, isso não o isentou de ataques, especialmente por parte de Trump, que criticou duramente o chefe do Fed e chegou a abrir investigações judiciais contra ele.

A postura de Powell pode ser vista como um esforço para manter a estabilidade econômica frente a pressões intensas, mas também expôs fragilidades nas interações entre política e economia.

Impactos eleitorais e econômicos

O desempenho econômico sob a batuta de Powell foi um fator relevante nas eleições presidenciais, especialmente em 2020, quando a percepção dos eleitores sobre a economia favoreceu Trump, mesmo diante da crise sanitária. O aumento da renda média real das famílias durante a primeira gestão Trump contrastou com o modesto avanço sob Biden, influenciando o comportamento eleitoral.

Reflexões sobre política monetária em tempos turbulentos

Jerome Powell para 2026 exemplifica os desafios da política monetária moderna: equilibrar o estímulo econômico, controlar a inflação e resistir a interferências políticas. Seu legado ainda será objeto de estudo por economistas e historiadores, especialmente pelo impacto que suas decisões tiveram no cenário político e econômico americano recente.

Fonte: www.theatlantic.com

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