Após desistência do sambista Neguinho da Beija-Flor, prefeito de Maricá oficializa apoio condicionado à candidatura da deputada federal
Após recuo do sambista Neguinho da Beija-Flor, Washington Quaquá oficializa apoio a Benedita da Silva para o Senado estadual.
Contexto da decisão de apoio a Benedita da Silva ao Senado do Rio de Janeiro
O apoio a Benedita da Silva para o Senado do Rio de Janeiro foi confirmado pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, em 14/01/2026, após a desistência do sambista Neguinho da Beija-Flor. Quaquá, liderança do PT no estado, oficializou a posição com a condição de que o vereador carioca Felipe Pires seja aceito como suplente e que os recursos da campanha sejam destinados exclusivamente à candidatura da deputada federal. Essa articulação representou um desfecho importante para um impasse que dividia alas do partido no estado.
Desafios e condições impostas por Quaquá para o apoio político
O prefeito impôs duas condições para consolidar seu apoio a Benedita: a primeira é a aceitação unânime do vereador Felipe Pires como suplente, o que busca garantir a representatividade e alinhamento político regional. A segunda condição é a destinação exclusiva das finanças da campanha para Benedita, evitando que recursos sejam canalizados para outras candidaturas, o que demonstra cuidado estratégico e foco na vitória da senadora. Esse posicionamento evidencia o rigor da coordenação partidária e a busca pela unidade interna.
Perfil político e trajetória de Benedita da Silva na política brasileira
Benedita da Silva é uma parlamentar com longa trajetória, acumulando 22 anos de mandato como deputada federal e participação na Constituinte de 1988, marco fundamental da democracia brasileira. Sua experiência política é reconhecida nacionalmente, especialmente no Rio de Janeiro, onde atua com foco em direitos sociais e políticas públicas. Sua candidatura ao Senado representa a continuidade de sua atuação em defesa de pautas populares e sua influência no cenário do PT estadual.
Impacto da desistência de Neguinho da Beija-Flor na articulação interna do PT-RJ
A desistência do sambista Neguinho da Beija-Flor foi decisiva para resolver o racha dentro do PT fluminense. Antes da saída do artista, o partido enfrentava divisão entre o grupo liderado por Quaquá e outro aliado de Lindbergh Farias, antigo apoiador de Benedita. A retirada do nome de Neguinho abriu caminho para um acordo interno, facilitando a unidade para a eleição ao Senado. Esse episódio reflete os desafios das negociações políticas em contextos multipartidários e a busca por consensos estratégicos.
A outra vaga ao Senado e a indicação de Alessandro Molon defendida por Quaquá
Além de apoiar Benedita para uma das vagas, Quaquá defende o nome de Alessandro Molon (PSB) para a outra vaga ao Senado. Molon foi candidato em 2022 e perdeu para Romário (PL), mas continua uma figura política relevante com experiência e reconhecimento no estado. A indicação de Molon reforça a estratégia do campo progressista de tentar ampliar sua representação e influência no Senado fluminense nas eleições de 2026.
Perspectivas para a campanha e para o cenário político do Rio de Janeiro em 2026
Com o apoio consolidado de Quaquá e a superação das divergências internas, a candidatura de Benedita da Silva ganha fôlego para a disputa ao Senado. A estratégia do PT no Rio de Janeiro demonstra preocupação com a unidade e eficiência na alocação de recursos, além da tentativa de construir uma chapa competitiva com aliados estratégicos. O cenário político estadual segue dinâmico, com desafios para o campo progressista enfrentar adversários bem estruturados. O resultado das eleições pode impactar significativamente a representação política do Rio de Janeiro no Congresso Nacional.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: colorida ad deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ
