Queda das ações do GPA após renúncia do CFO gera apreensão no mercado

Saída de Sirotsky Russowsky provoca instabilidade nas ações da companhia

A saída do CFO Sirotsky Russowsky afeta as ações do GPA, levando a uma queda significativa no Ibovespa.

Queda acentuada das ações do GPA após renúncia do CFO

As ações do GPA (PCAR3) registraram uma queda significativa nesta sexta-feira (9) no Ibovespa, despencando 2,76% e sendo negociadas a R$ 3,87. Essa instabilidade surge após a renúncia de Sirotsky Russowsky, que ocupava os cargos de vice-presidente executivo financeiro e diretor de relações com investidores. A saída do executivo, que é considerado um profissional experiente na companhia, levanta preocupações sobre o futuro da empresa e a continuidade de sua reestruturação financeira.

Mudanças na diretoria e suas implicações

Com a saída de Russowsky, o conselho de administração do GPA nomeou Alexandre de Jesus Santoro como diretor interino e vice-presidente de finanças, além de acumular a função de diretor-presidente. Rodrigo Manso foi designado para o cargo de diretor de relações com investidores. Essas mudanças na diretoria ocorrem em um momento delicado, logo após Santoro ter sido eleito diretor-presidente, aumentando a expectativa em relação ao impacto que essas decisões terão sobre a operação e a saúde financeira da companhia.

Avaliação do mercado e opiniões de especialistas

A XP Investimentos, em sua análise, optou por manter uma avaliação neutra das ações do GPA, citando não apenas os resultados fracos recentes, mas também os riscos fiscais que a companhia ainda enfrenta. Os analistas observam que Russowsky desempenhou um papel crucial na reestruturação da empresa nos últimos anos, focando na otimização de custos e na gestão de contingências fiscais. Segundo a XP, a mudança na liderança, embora já esperada, pode trazer incertezas sobre a execução das estratégias em andamento.

Por outro lado, o JP Morgan expressou preocupações mais agudas, enfatizando que a renúncia de Russowsky poderia gerar uma reação negativa do mercado. Os especialistas ressaltam que seu trabalho na desalavancagem e nas negociações com o fisco era essencial, e o novo CFO enfrentará o desafio de acumular funções em um momento de transição, o que pode aumentar o risco de execução das estratégias financeiras.

Cenário desafiador para o GPA

O GPA está negociando atualmente cerca de 5,5 vezes o valor da firma sobre o Ebitda projetado para 2026, o que, segundo o JP Morgan, indica um alto nível de endividamento. Esse cenário financeiro desafiador é uma preocupação constante para investidores e analistas, especialmente em um período de mudanças significativas na estrutura de liderança da empresa. Com a saída de um executivo chave, o mercado aguarda ansiosamente para entender como o GPA irá navegar por esses desafios e se conseguirá fortalecer sua posição no setor.

A situação atual das ações do GPA reflete as incertezas que cercam a empresa, e investidores devem permanecer atentos às próximas movimentações e comunicações oficiais que poderão esclarecer a direção que a companhia tomará nos próximos meses.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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