Queda do dólar abaixo de R$ 5 é impulsionada por investimentos em mercados externos

Foto: 1 de 1 Dólar — Foto: Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

Na última segunda-feira (13), o dólar encerrou o dia com uma significativa desvalorização, marcando o quarto dia consecutivo de quedas em relação ao real, ao atingir menos de R$ 5. Esse movimento representa a primeira vez em mais de dois anos que a moeda americana apresenta esse valor.

O fenômeno pode ser explicado pela crescente procura de investidores por alternativas de investimento em mercados fora dos Estados Unidos, o que resulta em um aumento na oferta de dólares no Brasil, pressionando seu preço para baixo. Quando mais dinheiro entra no país do que sai, como é o caso atual, a venda de dólares em troca de reais SE intensifica.

Os desdobramentos recentes da guerra no Oriente Médio também exercem influência sobre essa situação. Após a falha nas negociações de paz entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump decidiu bloquear o Estreito de Ormuz para embarcações que SE dirigem a portos iranianos, gerando incertezas que afetam ainda mais o mercado financeiro.

Além disso, a possibilidade de um acordo entre os países envolvidos no conflito contribui para a valorização do real. Especialistas indicam que a alta dos preços do petróleo, que atualmente gira em torno de US$ 100, pode ser intensificada por essa decisão de bloqueio, gerando mais incertezas.

Outros fatores que colaboram para a valorização do real incluem o diferencial de juros entre Brasil e EUA, o aumento do fluxo de recursos destinados ao país e o papel do Brasil como exportador de commodities. Esses aspectos favorecem a balança comercial brasileira e, consequentemente, as contas externas.

Desde o ano passado, a tendência de queda do dólar tem SE consolidado, e em 2025 a moeda americana acumulou uma baixa de 11,8% em relação ao real, representando a maior queda em quase uma década, superando a redução de 17,8% em 2016. Esse cenário reflete a diminuição da atratividade do dólar devido às incertezas políticas e à expectativa de juros mais baixos nos EUA.

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