Análise do impacto das commodities e da situação na Venezuela no mercado cambial brasileiro.
O dólar encerra o dia a R$ 5,38, refletindo a valorização das commodities e a situação na Venezuela.
O dólar encerrou a sessão de ontem a R$ 5,3800, apresentando uma queda de 0,47%. Esse movimento é reflexo da valorização das commodities metálicas e dos desdobramentos das ações militares dos Estados Unidos na Venezuela, em um dia marcado por liquidez reduzida e baixo volume de negócios.
Influência das Commodities no Mercado Cambial
A valorização das commodities, especialmente o minério de ferro, que alcançou o maior nível em cinco meses, foi um dos principais fatores que impulsionou o real. Com a tonelada cotada a 801 yuans (US$ 114,77), o Brasil se beneficia como um país emergente e exportador de commodities.
Além disso, o saldo positivo na balança comercial do Brasil, que encerrou 2025 com um superávit de US$ 68,293 bilhões, também ajudou a fortalecer a moeda brasileira. Este é o terceiro melhor resultado anual já registrado, com recorde de exportações, superando as previsões do governo, que esperava um saldo de US$ 60,9 bilhões.
Expectativas para 2026 e Impactos da Venezuela
A economista Luíza Pinese, da XP, destacou que, apesar do superávit comercial em 2025, os volumes elevados de importações compensaram o bom desempenho das exportações. Para 2026, o MDIC projetou um saldo positivo entre US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões, embora a queda nos preços do petróleo possa influenciar essa projeção.
Durante uma coletiva, o ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin comentou sobre o potencial da Venezuela em aumentar suas vendas de petróleo após a intervenção dos Estados Unidos, ressaltando que isso depende de significativos investimentos e não é algo que possa ser feito rapidamente.
O que Esperar do Mercado?
Os investidores estão atentos à divulgação de novos dados econômicos nos EUA, especialmente o relatório oficial de empregos, que será publicado na próxima sexta-feira (9). Enquanto isso, a situação na Venezuela continua sendo monitorada, mas Alckmin enfatizou que o país é atualmente pouco relevante para o comércio exterior do Brasil, representando apenas 2% do PIB da América do Sul.
A expectativa é de que as exportações de petróleo do Brasil aumentem em 2026, impulsionadas pela exploração do pré-sal, o que pode contribuir ainda mais para a valorização do real no cenário internacional.
Fonte: www.moneytimes.com.br
