Queda nos preços do petróleo traz preocupações geopolíticas e Opep+ na mira

Análise das tensões geopolíticas e impacto no mercado de petróleo.

Os preços do petróleo recuam em meio a tensões geopolíticas e expectativas da Opep+ para 2026.

Os preços do petróleo começaram 2026 em queda, refletindo as preocupações dos investidores quanto ao excesso de oferta e as tensões geopolíticas, especialmente em relação à guerra na Ucrânia e aos eventos na Venezuela.

Os contratos de petróleo Brent, referência internacional, fecharam em US$ 60,75 por barril, uma queda de 0,16%. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro caiu 0,17%, fechando a US$ 57,32. Essas quedas ocorrem após um ano de perdas significativas, com os preços do Brent e WTI apresentando perdas anuais de quase 20%, a maior desde 2020.

O impacto das tensões geopolíticas

A instabilidade geopolítica continua a impactar o mercado de petróleo. As negociações em torno de um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia são acompanhadas de perto, especialmente após as alegações de ataques a civis no início do ano. O governo ucraniano intensificou os ataques à infraestrutura energética da Rússia, buscando cortar os recursos financeiros que sustentam a campanha militar.

Além disso, o governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, impôs novas sanções ao setor petrolífero da Venezuela, complicando ainda mais o cenário. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, expressou disposição para receber investimentos dos EUA e conversar sobre uma possível cooperação no combate ao narcotráfico.

Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group, comentou sobre a aparente resiliência do mercado de petróleo diante dessas tensões. Ele afirmou que os preços parecem estabilizados, sugerindo que o mercado continuará bem abastecido, independentemente das circunstâncias.

O papel da Opep+ e a reunião iminente

No âmbito da Opep+, a crise entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, particularmente em relação ao Iémen, se intensificou. Com voos interrompidos em Aden, a organização se prepara para uma reunião no dia 4 de janeiro, onde se espera que mantenham a produção estável.

A expectativa é que o grupo discuta a produção de petróleo em um contexto de preços em queda, buscando equilibrar o mercado e evitar uma superoferta que possa pressionar ainda mais os preços.

Conclusão

Diante desse cenário, os investidores devem continuar a monitorar não apenas as flutuações nos preços do petróleo, mas também as dinâmicas geopolíticas que podem impactar a oferta e a demanda no mercado. A reunião da Opep+ pode ser um ponto decisivo para as próximas semanas, já que o grupo busca maneiras de estabilizar o mercado em tempos de incerteza.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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