Queda nos preços da soja em Chicago devido à incerteza sobre demanda chinesa

Operadores aguardam novidades sobre compras da China e conversas entre líderes

Os contratos futuros de soja em Chicago caem em meio a incertezas sobre a demanda da China.

Queda nos preços da soja em Chicago e expectativa de compras chinesas

Os contratos futuros de soja negociados na bolsa de Chicago recuaram nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2023, em relação à máxima de 17 meses registrada na semana passada. A incerteza sobre a demanda chinesa é um dos principais fatores que influenciam essa queda. Os operadores do mercado estão aguardando sinais de mais compras chinesas do produto dos EUA, além de detalhes da recente ligação entre Washington e Pequim.

Compras recentes da China e expectativas futuras

Na semana passada, a China adquiriu 1,584 milhão de toneladas de soja dos EUA. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA anunciou que exportadores venderam 123.000 toneladas métricas da oleaginosa para a China, previstas para entrega em 2025/26. No entanto, os operadores do mercado ainda esperam por compras chinesas substancialmente maiores, especialmente após declarações das autoridades dos EUA sobre um compromisso da China em comprar 12 milhões de toneladas até o fim do ano, após uma reunião entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.

Um funcionário da Casa Branca confirmou a conversa entre Trump e Xi, mas não forneceu detalhes específicos, deixando o mercado em um estado de expectativa. A agência estatal de notícias da China, Xinhua, informou que os dois líderes discutiram não apenas a soja, mas também questões relacionadas a Taiwan e à guerra na Ucrânia.

Reações do mercado e queda dos preços

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, sinalizou que o governo Trump deve anunciar um pacote de ajuda para os agricultores dentro de duas semanas, além de um acordo sobre as compras chinesas de soja. Contudo, a falta de detalhes concretos deixa o mercado apreensivo. Dan Basse, presidente da consultoria AgResource Co., comentou que “o mercado está se perguntando: ‘Sobre o que você acha que eles falaram?’. Diante da incerteza, os operadores estão cautelosos em suas posições, evitando ficar muito agressivamente vendidos ou comprados.”

Enquanto isso, os preços dos futuros de trigo e milho também registraram queda. Os futuros do trigo na CBOT fecharam em baixa devido à oferta global e à queda dos preços do trigo russo. O milho caiu, refletindo a pressão dos preços dos grãos e o ritmo recente de vendas dos agricultores norte-americanos.

Impacto na soja brasileira

Os prêmios da soja brasileira também caíram, tornando-a mais competitiva em relação à oferta dos EUA. Susan Stroud, analista da No Bull Agriculture, destacou que “a questão maior é que o mercado está questionando quanto mais negócios realmente podem ser feitos até o final do ano”. Ela ressaltou que não só os EUA estão tentando competir pelos negócios chineses, mas que o país também perdeu oportunidades de vendas para o resto do mundo.

Dessa forma, os futuros da soja mais ativa caíram 1,75 centavo, fechando a US$11,2325 por bushel. O milho terminou em queda de 0,75 centavo, a US$4,3675 o bushel, e o trigo fechou em baixa de 5 centavos, a US$5,3425 o bushel. A dinâmica do mercado continua a ser influenciada por fatores internos e externos, e a atenção dos investidores permanece voltada para os desdobramentos nas relações comerciais entre os EUA e a China.

Fonte: www.moneytimes.com.br

PUBLICIDADE

VIDEOS

TIF - JOCKEY PLAZA SHOPPING - PI 43698
TIF: PI 43845 - SUPLEMENTAR - PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA
TIF: PI 43819 - PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

Relacionadas: