Ramagem, foragido, se pronuncia sobre prisão de Bolsonaro e aliados

Deputado criticou STF e defendeu militares detidos após condenações por tentativa de golpe

Deputado foragido Alexandre Ramagem critica STF e defende Bolsonaro após prisão.

O deputado federal Alexandre Ramagem, atualmente foragido nos Estados Unidos, se manifestou nesta quinta-feira (27/11) sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros aliados condenados pela trama golpista. Em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), Ramagem criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que está sendo perseguido politicamente e que as condenações têm como objetivo “destruir e matar toda a oposição”.

Ramagem declarou: “Nós não somos criminosos, somos apenas ameaça a essa ditadura da toga que se instalou no Brasil. Nós estamos em uma semana que prenderam definitivamente o presidente Bolsonaro, sem crime algum, como meio de perseguir, de deixar preso, de destruir e matar toda a oposição a esse regime, a partir do seu maior líder. Tudo numa sequência estratégica de graves ilegalidades contra pessoas que não cometeram nenhum crime”.

O deputado também expressou solidariedade aos militares de alta patente que foram presos, afirmando que eles não cometem crimes e são servidores de carreira. “Estão presos quatro oficiais generais e um delegado de polícia federal. Pretendiam fazer o mesmo comigo, apenas porque somos de confiança do presidente Bolsonaro”, disparou.

Ele pediu uma reação da base aliada, alertando que “há caminho para a anistia” e que aqueles que se dizem de direita devem estar atentos aos cúmplices traidores do Brasil.

Após a prisão de Bolsonaro, o PL suspendeu seu salário e atividades partidárias. O ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e três meses, é acusado de liderar uma organização criminosa para manter o grupo no poder após a derrota nas urnas. Outros militares de alta patente também foram condenados, incluindo o almirante Almir Garnier e o general Augusto Heleno.

Na terça-feira (25/11), o ministro Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado das condenações impostas pela Primeira Turma do STF, encerrando a possibilidade de recursos. Ramagem, que foi condenado a 16 anos de prisão, não foi localizado e é considerado foragido. Ele permanece nos Estados Unidos com a família.

O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, também foi condenado a 24 anos e ficará preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O tenente-coronel Mauro Cid, que firmou um acordo de delação premiada, recebeu uma sentença de dois anos em regime aberto e está proibido de deixar o país.

Os desdobramentos das prisões e as reações políticas continuam a ser monitorados, à medida que a situação se desenrola e novos detalhes emergem sobre as implicações legais e políticas das condenações.

Fonte: www.metropoles.com

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