Transparência Internacional revela dados alarmantes sobre corrupção
Brasil repete em 2025 a pior posição no ranking de corrupção da Transparência Internacional.
O Brasil, mais uma vez, ocupa uma posição alarmante no ranking global de corrupção divulgado pela ONG Transparência Internacional. Em 2025, o país repetiu a 107ª posição, atingindo a pior nota histórica na avaliação, com apenas 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Esse resultado é inferior à média mundial de 42 pontos, evidenciando um quadro preocupante de corrupção nas instituições públicas brasileiras.
Contexto histórico da corrupção no Brasil
Desde que o relatório começou a ser publicado, em 1995, o Brasil já alcançou posições melhores, como em 2012 e 2014, quando o país obteve 44 pontos. Entretanto, a partir de 2015, o Brasil se estagnou em números que ficam abaixo da média global, o que reflete uma deterioração da percepção de corrupção entre especialistas, pesquisadores e executivos. O ranking avalia 182 países, e os resultados são obtidos a partir de 13 indicadores independentes que analisam a atuação do serviço público e os mecanismos de prevenção à corrupção.
Detalhes do ranking de 2025
Os países que se destacaram positivamente no ranking incluem a Dinamarca, com 89 pontos, seguida pela Finlândia (88) e Cingapura (84). Os dados mostram uma nítida disparidade entre as nações com melhor e pior desempenho. Enquanto a Dinamarca figura como líder, Sudão do Sul e Somália se encontram na base da tabela, com apenas 9 pontos cada. Nessa edição, também constam países como a Coreia do Norte e a Síria, que somaram apenas 15 pontos, e a Venezuela, que registrou 10.
Impactos da corrupção e perspectivas futuras
A corrupção tem repercussões diretas na vida da população, resultando em desconfiança nas instituições e na fragilização da democracia. O relatório da Transparência Internacional destaca não apenas a deterioração da situação, mas também as oportunidades para um combate mais eficaz à corrupção. Entre as iniciativas que merecem destaque está a mobilização social que impediu a aprovação da chamada PEC da Blindagem, evidenciando uma sociedade civil mais atuante e capaz de reagir frente a abusos.
Além disso, a ONG aponta a coincidência de juízes com reputação sólida nos tribunais superiores como uma janela de esperança para a reforma do sistema judiciário. As operações de combate à corrupção, como a Operação Sem Desconto, que desvelou um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ressaltam a necessidade de um esforço contínuo no enfrentamento de práticas corruptas.
Conclusão
A divulgação dos dados pela Transparência Internacional serve como um alerta para a sociedade brasileira e seus governantes. A luta contra a corrupção é um desafio permanente que exige não apenas a implementação de políticas públicas eficazes, mas também o engajamento da população. Para que o Brasil possa melhorar sua posição no ranking e recuperar a confiança da cidadania, é fundamental que haja um comprometimento coletivo em prol de uma administração pública mais transparente e responsável.
Fonte: www.metropoles.com