Raul Jungmann: trajetória de um articulador político brasileiro

colorida de Raul Jungmann

Ex-ministro e figura-chave na política nacional, Raul Jungmann faleceu aos 73 anos após batalha contra câncer

Raul Jungmann, ex-ministro e articulador político, faleceu aos 73 anos devido a câncer no pâncreas, deixando legado em defesa, segurança pública e reforma agrária.

Raul Jungmann articulador político marcou a história política do Brasil ao dedicar sua vida pública a temas como defesa, segurança pública, reforma agrária e política institucional. Sua morte na noite de 18 de janeiro de 2026, aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas, encerra uma trajetória que começou ainda durante a ditadura militar.

Raízes e começo na política

Nascido em Pernambuco, Jungmann iniciou sua militância política na década de 1970 pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Participou ativamente do movimento Diretas Já, que foi crucial para a redemocratização do país. Sua transição partidária incluiu passagem pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a fundação do Partido Popular Socialista (PPS), pelo qual se consolidou nacionalmente.

Carreira legislativa e prioridades

Como deputado federal por Pernambuco, Jungmann destacou-se por sua atuação em temas estratégicos como reforma agrária, direitos sociais e segurança pública. Sua habilidade política o levou a ocupar cargos de liderança partidária e participar de comissões que debatiam assuntos institucionais e sociais relevantes para o desenvolvimento do Brasil.

Desempenho ministerial

Ao longo da carreira, Jungmann comandou três ministérios:
Ministro da Reforma Agrária (1999–2002): Atuou no governo Fernando Henrique Cardoso, em um momento delicado de conflitos no campo e intensos debates sobre políticas fundiárias.
Ministro da Defesa (2016–2018): No governo Michel Temer, consolidou sua atuação na relação entre as Forças Armadas e a sociedade civil, defendendo a legalidade institucional e a cooperação entre os poderes.

  • Ministro Extraordinário da Segurança Pública (2018–2019): Respondendo a uma crise de violência, liderou esforços para o combate ao crime organizado e para a integração das forças federais e estaduais.

Influência pós-governo e legado institucional

Mesmo após deixar ministérios, Raul Jungmann manteve presença forte no debate público. Presidiu o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), reforçando seu papel em setores estratégicos da economia, e participou de conselhos relacionados à democracia, governança e desenvolvimento sustentável. Conhecido por seu discurso direto e sua capacidade de articulação nos bastidores, foi uma referência para a política institucional brasileira.

Últimos dias e despedida

Internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde 17 de janeiro, após agravamento do seu quadro clínico, Jungmann faleceu no dia seguinte. Ele deixa esposa e dois filhos. Sua trajetória política e institucional permanece como legado para as gerações futuras, destacando-se pela defesa da democracia, segurança e justiça social.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: colorida de Raul Jungmann

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