A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que "uma civilização inteira morrerá" se refere ao Irã, provocou reações significativas em várias esferas. O alerta foi feito em um contexto de tensões crescentes entre o Irã, Israel e os Estados Unidos, com Trump estabelecendo um prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo.
Em resposta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com as ameaças de Trump, que implicam em consequências graves caso o Irã não ceda às exigências. O enviado iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, classificou as declarações como incitação a crimes de guerra e potencial genocídio, afirmando que Teerã não permanecerá inerte diante de tais ameaças.
A fala de Trump também gerou críticas de políticos americanos de diferentes partidos. O senador Ron Johnson, do partido republicano, expressou oposição a um possível ataque contra a infraestrutura civil do Irã, enquanto o democrata Chuck Schumer chamou Trump de "uma pessoa extremamente doente" por sua declaração. A ex-vice-presidente Kamala Harris classificou as ameaças de Trump como "abomináveis".
Além disso, a liderança democrata na Câmara dos Representantes pediu o retorno dos parlamentares para discutir o fim da guerra com o Irã, mostrando um descontentamento geral com a escalada das tensões entre os países.