Setor se prepara para novas regras e recuperação de créditos tributários
Agronegócio se adapta às novas regras tributárias e busca otimizar o fluxo de caixa.
Reforma tributária 2026: impacto no agronegócio
A Reforma Tributária de 2026 traz mudanças relevantes para o agronegócio, que se prepara para uma nova realidade fiscal. Com a implementação de novos impostos, como a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o setor se vê diante de desafios e oportunidades. O senador Eduardo Braga, relator da reforma, ressalta que o ano será marcado por uma “pedagogia pura”, onde as empresas entenderão na prática as novas regras.
O impacto do ICMS no fluxo de caixa
O ICMS, um dos tributos mais relevantes para a liquidez do produtor rural, continua a ser uma preocupação central. De acordo com Altair Heitor, especialista em gestão tributária, a integração dos sistemas de fiscalização digital aumentará a pressão sobre as empresas, que devem estar atentas para evitar erros que podem resultar em bloqueios de crédito. A recuperação de créditos acumulados é vista como uma estratégia essencial para atravessar essa transição sem comprometer o capital de giro.
Novas oportunidades com a reforma
André Menon, sócio tributarista do Machado Meyer, destaca que a reforma permitirá que empresas que antes eram obrigadas a estornar créditos acumulados possam agora solicitar a devolução em dinheiro. Isso não só melhora o fluxo de caixa, mas também reduz o custo tributário, proporcionando um alívio financeiro necessário em tempos de pressão econômica. Luiz Roberto Peroba, do Pinheiro Neto Advogados, complementa que o novo modelo adotará um crédito financeiro amplo, eliminando distorções históricas e beneficiando cadeias exportadoras.
Preparação e diagnóstico fiscal
Com a aproximação da mudança, a realização de um diagnóstico fiscal é uma medida de suma importância. Ajustes e correções nas inconsistências fiscais podem evitar autuações futuras e garantir que as empresas possam entrar no novo sistema com um caixa fortalecido. Heitor reforça que “quem age antes transforma a transição tributária em oportunidade”, enfatizando a importância da organização fiscal para maximizar os benefícios da reforma.
Conclusão: o futuro do agronegócio
O agronegócio brasileiro se encontra em um momento crucial de adaptação às novas regras tributárias. A gestão eficiente dos créditos, a organização fiscal e a preparação para as mudanças são fundamentais para garantir que o setor não apenas sobreviva, mas prospere na nova realidade econômica. O que não for revisado agora poderá resultar em bloqueios de crédito e questionamentos futuros, tornando a preparação uma prioridade para todos os envolvidos.
Fonte: brazileconomy.com.br
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