A implementação da reforma tributária brasileira entrou em uma fase decisiva, marcada por alterações no cronograma, complementações regulatórias e incertezas típicas de um ano eleitoral. Para as empresas, o cenário aumenta a dificuldade de planejar investimentos e adaptar processos, além de exigir que os sistemas de gestão acompanhem as mudanças na legislação sem prejudicar a operação.
Ao longo de 2026, o cronograma de implementação vem sendo ajustado pelos órgãos responsáveis pela administração e regulamentação do novo modelo. Paralelamente, pontos da regulamentação seguem sendo complementados por atos normativos, incluindo medidas provisórias sobre temas como as alíquotas do Imposto Seletivo. A necessidade de definir parâmetros com antecedência para a entrada em vigor das novas regras em 2027 pressiona as empresas a transformar exigências legais em mudanças concretas nos sistemas e rotinas.
Segundo Alvaro Chaves, CEO da Areco, a agenda política pode influenciar a velocidade de tramitação de propostas, a priorização de pautas e as negociações em torno de temas econômicos e trabalhistas. Ele afirma que, em ano eleitoral, assuntos como a reforma tributária e as regras trabalhistas entram no campo da negociação política. "A discussão sobre a escala 6×1 é um exemplo de como esses temas podem ganhar novos contornos ao longo do debate público. O mesmo acontece com a reforma tributária, as empresas precisam estar preparadas para lidar com novas definições e mudanças de prazo", declara.
A transição para o novo modelo pode exigir revisões em cadastros, regras de tributação, emissão de documentos fiscais, cálculo de impostos, integração entre sistemas e processos de faturamento, compras e apuração. Conforme Chaves, a reforma demanda adaptações em sistemas fiscais e operações, e, com prazos sujeitos a revisões, as empresas podem enfrentar retrabalho e dificuldades de planejamento. Ele defende que soluções flexíveis ajudam a acompanhar as mudanças com mais agilidade e segurança, reduzindo gargalos operacionais.
"Não basta preparar a empresa para a regra de hoje. É preciso contar com tecnologia capaz de acompanhar as mudanças sem comprometer a operação. Em um cenário de incerteza regulatória e política, essa flexibilidade é estratégica para a competitividade dos negócios", conclui o CEO da Areco.