A Defensoria dos Direitos Humanos da Bolívia divulgou um relatório preliminar que revela a gravidade dos conflitos no país, ocorridos entre 1º de maio e 2 de junho de 2026. O documento destaca o impacto significativo que essas tensões estão causando na população, afetando diretamente o acesso a serviços essenciais e comprometendo direitos fundamentais, como a vida, a saúde, a liberdade pessoal e a integridade física.
O balanço apresentado pela Defensoria aponta que, durante o período analisado, 365 pessoas foram detidas em decorrência dos conflitos. Dentre elas, 247 já foram liberadas, enquanto 118 permanecem sob custódia ou enfrentam processos legais. Além disso, o relatório menciona que 37 indivíduos, incluindo civis, policiais e jornalistas, ficaram feridos durante os confrontos.
O documento também registra que o número de mortos chega a dez, embora as circunstâncias dessas mortes ainda estejam sendo investigadas para determinar se estão realmente relacionadas aos conflitos. A Defensoria ressalta que um processo de verificação está em andamento para apurar cada caso.
Outro aspecto alarmante apresentado no relatório é a série de ataques e obstruções enfrentados por profissionais da comunicação. Durante o período de conflitos, foram registradas pelo menos 28 ocorrências que envolveram agressões, ameaças, restrições à cobertura, danos a equipamentos e outras formas de obstrução ao trabalho jornalístico, tanto por parte de manifestantes quanto de policiais.
Diante desse cenário crítico, o governo da Bolívia poderá adotar medidas adicionais para lidar com os bloqueios que têm afetado a normalidade na cadeia de suprimento e a segurança pública no país.