Renovações da Federal Reserve e da Casa Branca: custos e controvérsias

Comparação entre os projetos bilionários de reforma liderados por Jerome Powell e Donald Trump em Washington, D.C.

Projetos bilionários de renovação da Federal Reserve e da Casa Branca geram críticas e investigações sobre custos elevados e processos legais.

As renovações da Federal Reserve e da Casa Branca em Washington, D.C., tornaram-se objeto de intenso debate público em 2026, refletindo não apenas questões de custo, mas também de transparência e gestão de patrimônio histórico.

Conflito entre projetos bilionários

De um lado, o presidente Donald Trump criticou duramente Jerome Powell, presidente da Federal Reserve, pelo suposto gasto de US$ 4 bilhões na reforma de dois edifícios históricos do banco central. Paralelamente, Trump promove seu próprio projeto controverso: a demolição do histórico East Wing da Casa Branca para a construção de um imponente salão de festas, com custo estimado inicialmente em US$ 200 milhões, mas que já dobrou, segundo o ex-presidente.

Custos e justificativas técnicas

Enquanto a Federal Reserve começou com um orçamento estimado em US$ 1,4 bilhão para modernizar estruturas dos anos 1930, o valor se elevou para mais de US$ 2,4 bilhões devido a problemas imprevistos, como contaminação por amianto e solo tóxico, além do aumento dos custos de mão de obra e materiais. Powell afirmou que elementos foram reduzidos para conter despesas.

Já a Casa Branca justificou o aumento do orçamento pela ampliação do salão, que passou a acomodar até mil convidados, além de problemas estruturais na antiga ala, como vazamentos e violações de códigos de segurança. Trump garantiu que os custos seriam cobertos por doações privadas, envolvendo grandes empresas como Amazon, Apple e Google.

Patrimônio histórico e processos legais

Os edifícios da Federal Reserve possuem proteção histórica rigorosa, o que exige coordenação com diversas agências federais e locais para preservar elementos originais, como a reimplantação do mármore removido. Por outro lado, a Casa Branca demoliu o East Wing sem a tradicional aprovação prévia de comissões de preservação, o que motivou uma ação judicial pelo National Trust for Historic Preservation questionando a legalidade da intervenção.

Repercussão política e investigações

O projeto da Federal Reserve está sob investigação por supostos excessos financeiros, com a Justiça emitindo intimações relacionadas ao depoimento de Powell no Senado. A administração Trump, por sua vez, demitiu membros de comissões independentes para facilitar a reforma da Casa Branca, gerando acusações de alinhamento político e desrespeito a processos regulatórios.

Impactos e perspectivas

Ambos os projetos refletem a complexidade de modernizar patrimônios históricos enquanto atendem a demandas funcionais contemporâneas. As divergências entre Trump e Powell ilustram tensões institucionais e políticas que ultrapassam a mera questão orçamentária, envolvendo controle, transparência e visão sobre o uso do espaço público e simbólico em Washington.

A comparação entre as renovações da Federal Reserve e da Casa Branca evidencia os desafios de equilibrar tradição, funcionalidade e custo em projetos públicos de grande escala, especialmente quando permeados por disputas políticas e julgamentos públicos rigorosos.

Fonte: www.nbcnews.com

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