Resort Tayayá: luxo e controvérsias envolvendo ministro do STF

Complexo no Paraná combina comodidades exclusivas, minicassino e ligações societárias controversas

O resort Tayayá, no Paraná, reúne luxo, minicassino e complexa rede societária ligada ao ministro do STF Dias Toffoli, gerando questionamentos.

O resort Tayayá, situado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná, destaca-se pelo luxo e pelas amplas opções de lazer, além de sua peculiar relação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Frequentado pelo magistrado, o complexo une comodidades sofisticadas a uma estrutura societária que envolve familiares do ministro e fundos financeiros sob investigação.

Estrutura e comodidades do resort

Com funcionamento no sistema de multipropriedade, as unidades do Tayayá são divididas em cotas que permitem o uso compartilhado ao longo do ano. Turistas não proprietários também podem acessar acomodações disponíveis mediante reserva. As diárias iniciam em cerca de R$ 1,2 mil, variando conforme a temporada.

As opções de hospedagem variam desde o apartamento Aqua Luxo, mais acessível, até vilas exclusivas como o Ecoview, com casas de alto padrão equipadas com três suítes, piscina privativa e vista para a represa do rio Itararé. Cada casa tem 13 cotistas, que investiram valores acima de R$ 750 mil, totalizando mais de R$ 2 milhões por unidade. É nessa área que Dias Toffoli costuma se hospedar.

O complexo principal, conhecido como Hotel Aquaparque, oferece infraestrutura completa, incluindo piscinas aquecidas e ao ar livre, toboágua, sauna, academia, trattoria e centro de convenções. Outras áreas do resort, como a Tayayá Village e a Vila Barco, ampliam o leque de serviços com chalés, restaurantes, bares e espaços voltados para famílias.

Lazer e minicassino

As opções esportivas contemplam quadras de beach tennis, vôlei de praia, tênis e futsal, além de atividades náuticas como passeios de lancha, caiaque e stand up paddle na marina que abriga diversas embarcações.

Destaque para o minicassino operado pela empresa Apostou, que atua no segmento de apostas regulamentadas no Paraná, com auditoria da Lottopar. O proprietário atual, Paulo Humberto Barbosa, investiu cerca de R$ 1,3 milhão na construção de salas de bilhar e pôquer, com planos de expansão das atrações do gênero.

Relações societárias e controvérsias

Paulo Humberto Barbosa assumiu o controle do Tayayá em fevereiro de 2025, após adquirir a participação que pertencia à empresa Maridt, dos irmãos de Dias Toffoli, José Eugênio e José Carlos Toffoli, em um negócio estimado em R$ 3,5 milhões.

Anteriormente, entre 2021 e 2025, o controle do resort foi compartilhado entre a família Toffoli e o fundo de investimentos Arleen, ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Este fundo manteve participação em empresas ligadas a familiares do ministro, como Tayayá Administração e Participações e DGEP Empreendimentos.

Embora o fundo Arleen não seja alvo direto de investigação, ele está conectado a estruturas financeiras relacionadas ao Banco Master, instituição citada em apurações do Banco Central sobre supostas fraudes. Fundos associados ao Arleen também tiveram ligação com veículos financeiros sob investigação na operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC.

Implicações para o ministro Dias Toffoli

Dias Toffoli é relator do inquérito que investiga fraudes atribuídas ao Banco Master no STF. Decisões tomadas por ele, como conduzir o processo sob sigilo e convocar acareações envolvendo o Banco Central, têm sido objeto de questionamentos públicos, especialmente diante das ligações societárias envolvendo familiares e fundos relacionados ao caso.

Esses fatos trazem à tona debates sobre possíveis conflitos de interesse e a necessidade de transparência em processos judiciais que envolvem figuras públicas e suas conexões empresariais.

Panorama das investigações relacionadas

Além das controvérsias do resort, o Banco Master e seus controladores enfrentam investigações na Polícia Federal, que tem colhido depoimentos e conduzido acareações no STF. Daniel Vorcaro, ex-presidente do BRB e dono do Banco Master, está entre os principais investigados.

Essas apurações aprofundam a complexidade do cenário financeiro e político, evidenciando o entrelaçamento entre negócios de alto padrão, instituições financeiras e o sistema judicial brasileiro.

Fonte: baccinoticias.com.br

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