Nesta terça-feira, dia 15, o Conselho de Segurança das Nações Unidas realizará uma reunião para debater a situação no Estreito de Bab el-Mandeb. O encontro foi convocado pela França e ocorrerá na tarde de hoje, conforme informado por diplomatas franceses.
A reunião ocorre após o adiamento, nesta segunda-feira (14), de um encontro entre o Irã e outras potências do Golfo, que tinha como objetivo discutir o avanço dos Houthis iemenitas na região. O aumento dos ataques nas rotas de transporte de petróleo gerou preocupações sobre o abastecimento global de energia.
Autoridades do Irã haviam manifestado a intenção de participar de um encontro com países árabes do Golfo para discutir um acordo com Omã sobre a gestão das rotas marítimas pelo Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o adiamento foi solicitado por alguns países da região, em uma decisão conjunta entre Teerã e Mascate, que agora coordena a definição de uma nova data.
Esse adiamento se deu após a Arábia Saudita decidir interromper temporariamente seu oleoduto, que funcionava como uma rota principal para o transporte de petróleo do Oriente Médio, evitando a passagem por Ormuz. Enquanto isso, os ataques dos Houthis continuam a impactar a Arábia Saudita. Imagens divulgadas pela mídia estatal mostraram danos em casas e uma mesquita em decorrência de um ataque transfronteiriço atribuído aos rebeldes.
Os Houthis também reivindicaram a responsabilidade por um ataque a uma base militar saudita, após a captura da ilha de Perim, localizada no Estreito de Bab el-Mandeb, conhecido como “Porta das Lágrimas”, que é crucial para o controle da entrada do Mar Vermelho. O avanço dos Houthis ao longo da costa do Mar Vermelho representa a maior escalada de combates no Iêmen em anos, gerando um novo desafio para Os Estados Unidos, que buscam apoiar a Arábia Saudita e proteger o transporte marítimo, mas temem uma nova guerra na região.
Os ataques dos Houthis também forçam os países do Golfo a tomarem decisões difíceis, entre aceitar as consequências econômicas ou se envolver em negociações com o Irã. Os Estados Unidos realizaram bombardeios contra os Houthis por dois meses em 2025, mas essa campanha foi suspensa após a administração Trump afirmar que o grupo havia recuado em suas ameaças contra navios no Mar Vermelho.