Na última terça-feira (23), a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, revelou que participou de uma reunião virtual com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, no dia anterior. O encontro teve como pauta principal as flutuações nos mercados financeiros globais, em um cenário de crescente preocupação com as oscilações nas taxas de câmbio.
Katayama abordou com a imprensa a situação em torno dos mercados financeiros, mencionando questões relacionadas aos desdobramentos no Estreito de Ormuz e o potencial impacto desses fatores. Quando questionada sobre se a intervenção cambial foi um tópico discutido, a ministra não confirmou, mas enfatizou que Japão e Estados Unidos compartilham um entendimento mútuo de que medidas decisivas serão adotadas se necessário.
“Isso permanece totalmente inalterado”, ressaltou Katayama. A ministra também comentou que, levando em conta as diversas mudanças no ambiente econômico global, as discussões foram construtivas e que os pontos de vista entre os dois países estão bastante alinhados.
Ela esclareceu que a reunião não foi realizada com caráter de urgência, mas sim como um acompanhamento das conversas que ocorreram durante a recente cúpula do G7 em Évian, na França, onde Bessent esteve presente.
Na segunda-feira (22), o iene japonês teve uma breve desvalorização, alcançando cerca de 161,9, um pouco abaixo do mínimo de dois anos registrado na semana anterior. Um aumento acima de 161,96 faria com que a moeda japonesa atingisse seu nível mais fraco desde 1986.
Recentemente, Tóquio investiu um valor recorde de 11,7 trilhões de ienes (equivalente a US$ 72,44 bilhões) em intervenções nos mercados cambiais entre o final de abril e o início de maio. A conversa entre Katayama e Bessent ocorre em um momento em que as autoridades financeiras do Japão mantêm os mercados em expectativa quanto a uma possível intervenção cambial, sem sinais claros de mudanças na comunicação a respeito.