Gilneu Vivan aponta necessidade de ajustes após caso do Banco Master
Diretor do BC sugere revisão das regras do FGC após crises recentes no setor financeiro.
A situação financeira das instituições brasileiras tem gerado preocupação e a necessidade de revisão das regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) foi destacada pelo diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central (BC), Gilneu Vivan. Durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em São Paulo, Vivan ressaltou que a revisão deve estar na lista de entregas do BC para este ano ou início de 2027.
Contexto histórico das crises financeiras no Brasil
O FGC, criado em 2001, tem como objetivo proteger os depositantes em caso de falência de instituições financeiras. Recentemente, o FGC esteve no centro das atenções após a liquidação extrajudicial do Banco Master, que enfrentou uma crise de liquidez e é alvo de investigações por fraudes. Em janeiro de 2026, o BC também decretou a liquidação da Will Financeira, controlada pelo Master. Essas situações levantaram questionamentos sobre a eficácia das regras atuais do FGC e a sua capacidade de proteger os investidores.
Além disso, a liquidação do Banco Master resultou em pagamentos bilionários do FGC a credores, o que evidenciou a urgência em revisar as normas que regem esse fundo. Vivan mencionou que o Banco Central aprendeu com os recentes acontecimentos, incluindo a morosidade na decretação da liquidação, e reconheceu que houve uma magnitude significativa no processo.
Detalhes sobre as propostas do Banco Central
Durante sua palestra, Vivan enfatizou que os recentes eventos relacionados ao Banco Master não afetaram as captações de outros bancos pequenos e médios, indicando que, pelo menos até o momento, a confiança no sistema financeiro não foi severamente abalada. No entanto, ele destacou que o BC está comprometido em atualizar as regras sobre a distribuição de títulos e implementar novas normas de prevenção a fraudes.
Além disso, o diretor mencionou a necessidade de uma revisão das tarifas, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre essas mudanças. Isso sugere uma vontade do BC em não apenas reagir a crises, mas também em se antecipar a problemas futuros, buscando um sistema financeiro mais robusto e confiável.
Impactos futuros e considerações finais
A revisão das regras do FGC pode ter um impacto significativo no setor financeiro brasileiro. Uma atualização nas normas poderia aumentar a confiança dos investidores e depositantes, além de proporcionar maior segurança em situações de crise. Por outro lado, a implementação de novas regras também pode gerar desafios, como a necessidade de adaptação das instituições financeiras e o possível aumento nos custos operacionais.
Concluindo, a discussão sobre a revisão das regras do FGC é um passo importante para o fortalecimento do sistema financeiro nacional. O Banco Central parece estar ciente das lições aprendidas com as recentes crises e parece pronto para agir, enfatizando a importância de um ambiente financeiro estável e seguro para todos os brasileiros.
Fonte: sbtnews.sbt.com.br