Revogação da prisão de policial militar gera indignação após morte de estudante em SP

A Justiça de São Paulo decidiu revogar a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, réu pelo homicídio qualificado do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. O crime ocorreu em novembro de 2024 na Vila Mariana, em São Paulo, e a decisão judicial foi acompanhada de medidas cautelares.

Entre as condições impostas para a libertação de Bruno estão a necessidade de comparecimento mensal em juízo, a proibição de contato com testemunhas e familiares da vítima, a restrição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização, além da suspensão do porte e posse de arma de fogo. O policial deverá ser designado exclusivamente para funções administrativas na Polícia Militar.

O pai do estudante, Júlio Acosta Navarro, manifestou sua indignação em entrevista, expressando que a soltura do réu representa uma nova dor para a família. Ele afirmou: "Dia muito triste para os pais… É como morrer uma vez mais."

Os advogados da família de Marco Aurélio reafirmaram seu compromisso em buscar a verdade e a punição adequada para os responsáveis pela morte do jovem, além de garantir a dignidade da memória de seu filho.

A prisão preventiva de Bruno Carvalho havia sido decretada em 31 de julho de 2026, após um pedido da acusação relacionado a um suposto episódio de violência doméstica e ameaça contra sua companheira. No entanto, o relator do caso destacou que as circunstâncias que justificavam a custódia não se sustentavam, uma vez que o pedido de medidas protetivas na 3ª Vara de Violência Doméstica de Santo Amaro foi indeferido.

Além disso, a própria companheira do policial, em novos depoimentos, afirmou que não foi agredida, atribuindo sua crise emocional ao uso de medicamentos e álcool. Com a ausência de condenação e a falta de risco concreto, o tribunal considerou que as alegações não eram suficientes para justificar a manutenção da prisão.

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